PJ e Guardia Civil apreendem duas toneladas de cocaína e detêm 19 pessoas

Uma operação da Polícia Judiciária (PJ) e da Guardia Civil espanhola culminou na apreensão de mais de duas toneladas de cocaína e na detenção de 19 pessoas, anunciou hoje em comunicado a polícia portuguesa.

© PJ

Segundo o comunicado, o Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Leiria da PJ, conjuntamente com a Guardia Civil, e em colaboração com a agência norte-americana antidroga Drug Enforcement Administration, Europol e autoridades da República Dominicana, realizou uma operação que culminou na apreensão de 2.323 quilogramas de cocaína e na detenção de 19 pessoas, “pertencentes a uma importante organização criminosa dedicada ao tráfico de estupefacientes por via marítima”.

“A última fase desta operação decorreu esta semana em território espanhol, na província de Pontevedra, Barcelona, Ourense, Guadalajara e Madrid”, com a detenção de 12 pessoas, às quais se somam sete já antes detidas em Portugal e Espanha, referiu o comunicado.

A PJ explicou que, anteriormente, tinham sido feitas, em Portugal, “seis buscas domiciliárias e duas não domiciliárias”, tendo sido “apreendidos cinco veículos de gama alta, quatro armas de fogo, diversos aparelhos de comunicações e equipamentos de inibição e contra vigilância”.

Já as apreensões de cocaína ocorreram em dezembro de 2024 e em junho e agosto deste ano, em Portugal, concretizadas pelo DIC de Leiria e pela Diretoria do Norte da PJ, sendo que “a maior parte da droga apreendida tinha origem na América do Sul e era transportada por via marítima, camuflada em peles de bovino”, importadas por empresas portuguesas, adiantou.

Em agosto, a PJ divulgou a detenção, na zona de Fafe (Braga), de dois homens (um dos quais ex-militar da GNR) e a apreensão de uma tonelada e meia de cocaína, sendo que na origem da investigação estava a atividade de uma empresa que importou três contentores de peles, entre as quais estava uma “quantidade muito elevada de embalagens de cocaína”, provenientes da América Latina.

A investigação começou em setembro de 2024 pela Guardia Civil, após saber da existência de um grupo criminoso que introduzia cocaína, por via terrestre, na província de Pontevedra a partir de Portugal, “utilizando viaturas com sofisticados sistemas de ocultação, para tornar mais seguro o seu transporte”, lê-se no comunicado.

Já na província de Pontevedra, a organização dispunha de um número significativo de imóveis, “onde escondia o produto estupefaciente até à sua distribuição, por diferentes pontos do território espanhol”, assinalou a PJ.

Segundo a polícia, “vários suspeitos já realizavam esta atividade de forma sistemática há vários anos, mas devido à sua vasta experiência criminosa e às ativas medidas de segurança adotadas conseguiam escapar ao radar” das autoridades.

O comunicado esclarece que nas ações realizadas desde o início da operação foram apreendidos também 150 mil euros, telefones por satélite, balanças de precisão, uma plantação de marijuana, 17 terminais telefónicos encriptados e diversa documentação”.

Para a PJ, “o sucesso desta operação policial resulta da cooperação internacional, enquadrada no Projeto GDIN [Global Drug Intelligence Network], financiado pela Comissão Europeia” cujo principal objetivo é promover investigações conjuntas para desmantelar redes criminosas.

A investigação em Portugal corre no Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria e contou com a colaboração da Alfândega do Porto de Leixões.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que entre os detidos estão homens e mulheres, portugueses e estrangeiros, sendo que a “cúpula da organização estava, sobretudo, em Espanha”, país onde se encontrava a plantação de marijuana e foram apreendidos 60 quilogramas de cocaína e o dinheiro, entre outros bens.

A mesma fonte afirmou que “a entrada da cocaína em Portugal fazia-se através do Porto de Leixões”, sendo que a droga foi aprendida em vários locais, nomeadamente na região de Leiria e norte do país.

Em Portugal, no âmbito desta investigação foram detidas pela PJ seis pessoas, cinco das quais estão em prisão preventiva, acrescentou.

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