Criação de novas empresas atinge máximo histórico em 2025

A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.

© D.R.

Segundo este relatório, foi nas áreas da construção, atividades imobiliárias, agricultura e tecnologias da informação que se verificaram os maiores crescimentos na criação de empresas no ano passado.

Destacam-se algumas atividades dentro destes setores, nomeadamente o alojamento de curta duração, que disparou 33%, bem como a programação informática, com uma subida de 28%, e a agricultura e pecuária, cujas novas empresas aumentaram 21% face ao ano anterior.

Por outro lado, o número de novas empresas caiu no setor dos transportes (-22%), com destaque para as ‘atividades de serviços de transporte de passageiros, a pedido, em veículo com condutor’, “cujas constituições de empresas desceram mais de dois dígitos pelo segundo ano consecutivo”, lê-se, em comunicado.

No retalho também se registou uma queda, tendo-se verificado ainda um recuo nos novos restaurantes e as atividades de saúde.

Olhando para a distribuição pelo país, “o aumento das constituições de empresas em 2025 foi transversal”, indica a Informa D&B, mas “concentrou-se sobretudo em distritos com maior densidade populacional e empresarial, como Leiria (+11%; +204 constituições), Braga (+6,7%; +247 constituições), Porto (+4,8%; + 418 constituições) e Lisboa (+2,1%; +338 constituições)”.

Por seu lado, as insolvências caíram, com 2.037 empresas a iniciarem um processo de insolvência em 2025, o que corresponde a uma descida de 2,2% face ao ano anterior.

Últimas de Economia

A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).