Carlos Rabadão adiantou que as tempestades Kristin, Leonardo e Marta provocaram “danos extensos e transversais no património edificado do Politécnico de Leiria, com implicações financeiras significativas”.
“Com base na análise preliminar dos inquéritos identificados nos diversos ‘campos’, edifícios pedagógicos, residências de estudantes e infraestruturas associadas, estima-se que o prejuízo global seja na ordem dos seis milhões de euros”, revelou o presidente do Politécnico de Leiria.
Segundo o dirigente, este valor, que ainda não está fechado, “resulta da soma de custos diretos com reparações e encomendas de materiais danificados e constrangimentos logísticos”.
Os danos mais sofridos foram registados no Campus 2, nomeadamente no Edifício A da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) e na Biblioteca José Saramago, assim como no Campus 5 – Hub de Inovação em Saúde, resultado de quedas de árvores, bem como danos em coberturas e telhados, em equipamentos de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e painéis solares.
“Um dos edifícios do bloco de residência localizado junto aos Serviços Centrais sofreu danos sofridos, com o desmoronamento parcial da fachada e impactos no telhado, o que obrigou à retirada imediata dos estudantes que se encontraram nesse edifício” e que “foram proporcionados realojados, garantindo-se a sua segurança e continuidade das condições de alojamento”.
Também a obra da nova residência de estudantes que se encontra em construção na mesma zona de danos sofridos, acrescentou Carlos Rabadão.
O presidente do Politécnico de Leiria sublinhou que as cinco escolas da instituição foram reabertas logo no dia 02 de fevereiro, após o restabelecimento dos serviços de energia, água e comunicações, dando continuidade à época de exames que se encontravam a decorrer.
As aulas do 2.º semestre iniciaram-se conforme previsto no calendário académico.
“Sendo a prioridade do Politécnico de Leiria cuidar da sua comunidade educativa, foi organizada uma rede interna de caráter voluntário, com o objetivo de identificar necessidades urgentes e mobilizar ajuda solidária dentro da comunidade acadêmica”, observou.
O Centro de Apoio ao Estudante (CAE) tem estado igualmente disponível para prestar apoio psicológico e social imediato.
“É importante encontrar referir que o Politécnico de Leiria se a colaborar na Estrutura de Missão – Reconstrução da Região Centro do País, nomeadamente ao nível da comunicação e do desenvolvimento de uma solução para otimização de recolha de informação sobre os danos causados pela tempestade”, adiantou Carlos Rabadão.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.