Mau tempo: Sardoal estima custo de reparações superior a 10 milhões de euros

A tempestade de Kristin provocou no concelho de Sardoal danos em infraestruturas municipais, coletividades, património cultural, IPSS e freguesias, num prejuízo estimado de 4,76 milhões de euros e custo de orçamento que pode atingir 10,48 milhões, anunciado o município.

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“O nosso gabinete técnico tem tentado apurar o mais precisamente possível os danos e os custos de reposição”, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, no distrito de Santarém, acrescentando que os valores, embora provisórios e baseados em observação técnica, “refletem já a dimensão dos prejuízos que o município terá de enfrentar”.

Segundo Pedro Rosa, os maiores impactos ocorreram na antiga Estrada Nacional 2 (EN2), com derrocadas junto às localidades de Andreus, Salgueira e Brescovo, tornando a “circulação impossível” e “exigindo soluções técnicas complexas e dispendiosas”.

Também zonas de lazer, espaços culturais, pontes e equipamentos municipais sofreram danos significativos.

O município indicou que os valores abrangem a rede viária, sinalética, guardas metálicas, sistemas de drenagem e cobertura de edifícios, bem como equipamentos de associações, instituições de solidariedade social e entidades religiosas.

De acordo com o autarca, as soluções e o orçamento final “dependem da execução de projetos e da contratação das obras”, sendo esperados apoios do Governo “para fazer face aos prejuízos”.

Pedro Rosa sublinhou ainda que “metade do valor levantado se concentra nas duas derrocadas na Estrada Nacional 2”, consideradas prioritárias, mas que “há muito trabalho pela frente para repor completamente as infraestruturas danificadas”.

Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias foram as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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