CHEGA quer criar carreira de medicina dentária no SNS para reforçar acesso à saúde oral

O CHEGA apresentou um projeto de lei que propõe a criação da carreira especial de medicina dentária e a sua integração plena no Serviço Nacional de Saúde (SNS), para reforçar o acesso da população portuguesa a cuidados de saúde oral.

© D.R.

A iniciativa, a que o Folha Nacional teve acesso, surge num contexto em que Portugal continua a enfrentar dificuldades no acesso a consultas de medicina dentária no sistema público, levando muitos cidadãos a depender quase exclusivamente do setor privado. Segundo o partido, esta realidade contribui para desigualdades no acesso aos cuidados de saúde oral, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.

No projeto de lei entregue, o CHEGA defende que a saúde oral deve ser considerada uma parte essencial da saúde global e que o SNS precisa de uma resposta estruturada nesta área. Apesar de existirem programas como o cheque-dentista e algumas experiências de integração de dentistas em centros de saúde, o partido liderado por André Ventura considera que estas medidas continuam a ser insuficientes.

A proposta passa pela criação de uma carreira especial de medicina dentária, semelhante a outras carreiras médicas já existentes no SNS, permitindo integrar médicos dentistas de forma estável no sistema público. O objetivo é reforçar a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários e garantir maior continuidade no acompanhamento dos utentes.

Segundo o projeto, as doenças orais continuam a ser das condições de saúde mais comuns a nível mundial, muitas vezes com impacto significativo na qualidade de vida. Ainda assim, continuam a existir barreiras económicas e estruturais que dificultam o acesso a tratamentos, realidade que o CHEGA considera necessário combater através de uma política pública mais consistente.

Para o partido, a criação desta carreira permitiria não só melhorar o acesso aos cuidados de saúde oral, como também valorizar os profissionais da área e integrar de forma mais eficaz a medicina dentária na resposta global do SNS.

Últimas de Política Nacional

Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”
Líder do CHEGA acusa o primeiro-ministro de falta de empatia perante os incêndios, a crise da água em Almada e o aumento do custo de vida. André Ventura garante ainda que o partido não se deixará intimidar pelas alegadas ameaças do ministro da Administração Interna.
O presidente do CHEGA disse que o partido vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e defendeu que o ministro da Educação deve assumir responsabilidades, sem pedir a demissão.
Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.