Ventura lamenta “ataques” pela presença Futurália e fala em tentativa de censura

O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje os “ataques e falta de sentido democrático” das associações e universidades que criticaram a presença do partido na Futurália, dizendo que houve uma “tentativa de censura”.

© Folha Nacional

“Ver instituições como o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, ou a Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Nova Lisboa, dizerem e pedirem expressamente a uma organização que censura, que limite ou que retire, em último caso, uma bancada política de uma feira com jovens, mostra bem que a liberdade chegou a Portugal, mas não chegou a estas instituições”, disse André Ventura, em conferência de imprensa, na sede do partido, em Lisboa.

O líder do CHEGA revelou que o partido participa na Futurália há muitos anos, com a sua presença, documentos políticos, trabalho de proximidade, “como os outros partidos participam, no mesmo direito, na mesma proporção, no âmbito da mesma autorização e do mesmo espírito que todos os outros partidos parlamentares portugueses”.

Ventura destacou ainda que outros partidos, como o PS, PCP e PSD, tinham bancas onde “distribuíam bandeiras LGBT, apoiaram a despenalização das drogas e da prostituição”, mensagens que também seriam vistas por crianças do sétimo ao nono ano.

Defendeu também que o CHEGA “representa hoje mais de um milhão e meio de participantes”, expressão de pessoas que “não pode ser ignorada ou silenciada”, reiterando que “merecem expressar a sua voz como todos os outros”.

O Movimento SOS Racismo condenou no sábado a presença do CHEGA na Futurália, criticando a divulgação de “propaganda anti-imigração” pelo partido, e compromete uma tomada de posição por parte da organização da feira.

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa também já tinha condenado a promoção de conteúdos discriminatórios no ‘stand’ do CHEGA na Futurália e pediu a intervenção da organização.

Além da FCSH, também o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa alertou a organização Futurália para o risco de o ‘stand’ do CHEGA utilizar o evento como plataforma para divulgar “mensagens discriminatórias” que promovem o racismo.

Últimas de Política Nacional

André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.