CHEGA quer suspensão de portagens na A19 após estragos da tempestade Kristin

Meses depois da passagem da tempestade Kristin, algumas estradas da região Centro continuam com problemas de circulação. Entre árvores derrubadas, sinalização danificada e equipamentos destruídos, há troços rodoviários que ainda apresentam constrangimentos para quem ali circula diariamente.

© D.R.

Perante esta situação, o CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução, a que o Folha Nacional teve acesso, que recomenda ao Governo a suspensão temporária das portagens na autoestrada A19 até 30 de junho de 2026.

A proposta surge sobretudo devido às dificuldades que persistem em várias estradas nacionais da região, particularmente na EN1/IC2 e na EN242, importantes vias de ligação que continuam a registar problemas após os estragos provocados pela tempestade.

Segundo o partido liderado por André Ventura, estas vias são utilizadas diariamente por milhares de trabalhadores, estudantes e empresas, sendo fundamentais para a mobilidade e para a atividade económica local.

Com as estradas alternativas ainda condicionadas, muitos condutores acabam por recorrer à A19 para evitar troços mais degradados. No entanto, a utilização desta autoestrada implica o pagamento de portagens, o que representa um custo adicional para populações que, na prática, não dispõem atualmente de alternativas rodoviárias equivalentes.

A iniciativa defende que, enquanto não estiverem totalmente restabelecidas as condições de circulação nas estradas afetadas, deve existir uma solução temporária que alivie os encargos das populações.

Nesse sentido, o projeto recomenda que o Governo suspenda a cobrança de portagens na A19 até ao final de junho de 2026, garantindo uma alternativa rodoviária segura e sem custos adicionais para os utilizadores.

Para o partido que lidera hoje a oposição no país, a medida permitiria mitigar os impactos económicos e sociais provocados pelos danos nas infraestruturas rodoviárias, ao mesmo tempo que facilitaria a mobilidade numa região ainda a recuperar dos efeitos do fenómeno meteorológico extremo ocorrido.

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