“O Estado está a lucrar com a crise”: Ventura exige travão nos preços e IVA zero nos alimentos

O líder do CHEGA acusa Governo de “asfixiar famílias” com impostos enquanto combustíveis e cabaz alimentar atingem máximos. Ventura defende IVA zero e medidas urgentes para aliviar o custo de vida.

© Folha nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, criticou esta quarta-feira a atuação do Governo face à escalada do custo de vida, acusando o Estado de “lucrar com a crise” enquanto os portugueses enfrentam uma das maiores pressões económicas das últimas décadas.

No Parlamento, Ventura apontou o aumento dos combustíveis e do cabaz alimentar como sinais de uma situação “insustentável”, alertando que as famílias estão a ser confrontadas com escolhas cada vez mais difíceis no dia a dia.

“Os portugueses estão a ser esmagados. Pagam mais por tudo, mas quem ganha é o Estado”, afirmou, referindo o nível elevado da receita fiscal associada aos combustíveis, em particular através do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP).

O líder da oposição defendeu que o Estado deve assumir um papel de apoio e não de aproveitamento: “O Estado deve ajudar os seus cidadãos, não lucrar à conta deles.”

Entre as medidas propostas, destacou a implementação de IVA zero no cabaz alimentar, como forma de aliviar a pressão sobre as famílias, sobretudo as mais vulneráveis. “Não pode ser a classe média e os mais pobres a pagar esta crise”, sublinhou.

Ventura referiu ainda a necessidade de respostas mais estruturais por parte do Executivo, defendendo que as atuais medidas não têm sido suficientes para travar a subida dos preços.

“Mudam os governos, mas o padrão mantém-se: os preços sobem, as pessoas perdem e o Estado arrecada”, afirmou, numa crítica que estendeu ao Partido Socialista, a quem atribui responsabilidades pelo aumento da carga fiscal nos combustíveis ao longo dos últimos anos.

O presidente do segundo maior partido alertou para o risco de agravamento das condições de vida caso não sejam adotadas medidas concretas: “Se nada for feito, estaremos a caminhar para um cenário de empobrecimento generalizado.”

Ventura defendeu ainda que “as pessoas têm de estar em primeiro lugar” e sublinhou a necessidade de travar a escalada de preços para garantir condições mínimas de estabilidade às famílias portuguesas.

Últimas de Política Nacional

Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.
A dirigente e deputada do CHEGA Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponível para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".