Ventura revela que CHEGA e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

O presidente do CHEGA revelou este sábado que o partido e o Governo PSD/CDS-PP têm reuniões marcadas, para a próxima semana, para discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas em contratos até aos 10 milhões de euros.

© Folha Nacional

“Há reuniões marcadas entre o CHEGA e o Governo para analisar a questão que o Governo quer levar a cabo e que passa por retirar o visto prévio [do Tribunal de Contas] em muitas das obras e das adjudicações”, adiantou André Ventura à margem da inauguração da sede do CHEGA da Maia, no distrito do Porto.

André Ventura disse que o CHEGA, ao contrário dos outros partidos, entende que é preciso flexibilizar, mas salientou que flexibilizar não é criar uma via facilitadora para a corrupção ao deixar de haver controlo sobre despesas feitas pelas autarquias em matéria de obras públicas.

A proposta de lei que o Governo aprovou na quinta-feira, em Conselho de Ministros, para rever as regras de fiscalização dos contratos públicos pelo Tribunal de Contas (TdC) isenta de controlo prévio as despesas até 10 milhões de euros.

Na versão que está em vigor, as entidades públicas são obrigadas a submeter a fiscalização prévia do TdC os contratos públicos acima de 750 mil euros, sem IVA, ou de 950 mil euros se o valor total dos atos estiver ou aparentar estar relacionado entre si.

Reconhecendo que o TdC tem de ter o seu papel fiscalizador, o líder do CHEGA defendeu que não cabe a este tribunal fazer juízos de natureza política e partidária.

“Nem acho que os juízes queiram isso, francamente”, frisou.

Nas declarações aos jornalistas, André Ventura voltou também a falar sobre o aumento do preço dos combustíveis dizendo que ainda espera convencer o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de que é importante descer o IVA.

“Eu espero ainda convencer Luís Montenegro de que é importante descermos o IVA dos combustíveis. É muito, muito importante porque as pessoas estão a pagar um preço absolutamente pornográfico”, afirmou André Ventura, dizendo que, atualmente, as pessoas não conseguem pôr combustível para ir trabalhar.

Reiterando que o Governo deveria seguir os exemplos de Espanha, Itália ou Grécia que reduziram o IVA dos combustíveis, o líder do CHEGA lamentou que Portugal, uma vez mais, tenha ficado para trás porque o executivo acha que é boa política andar a lucrar com uma crise no bolso das pessoas.

“E é só baixar um bocadinho do lucro que o Estado está a ter com isto”, frisou.

 

Últimas de Política Nacional

O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”
Líder do CHEGA acusa o primeiro-ministro de falta de empatia perante os incêndios, a crise da água em Almada e o aumento do custo de vida. André Ventura garante ainda que o partido não se deixará intimidar pelas alegadas ameaças do ministro da Administração Interna.
O presidente do CHEGA disse que o partido vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e defendeu que o ministro da Educação deve assumir responsabilidades, sem pedir a demissão.
Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.
A dirigente e deputada do CHEGA Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponível para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.