Comando de Vila Real da PSP está em edifício provisório há 20 anos

O comandante da PSP de Vila Real chamou hoje a atenção para as instalações do comando distrital, há 20 anos num edifício provisório, e para o envelhecimento do efetivo, sinalizando um aumento da criminalidade denunciada em 2025.

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O comandante Horácio Carvalho focou a situação das instalações policiais neste distrito durante o seu discurso no aniversário do comando distrital assinalado hoje, em Chaves.

“Começando pela cidade de Vila Real, importa referir que a sede do comando distrital se encontra instalada há precisamente 20 anos, em condições provisórias, num edifício de natureza habitacional, com todos os constrangimentos funcionais e operacionais que tal realidade acarreta”, afirmou.

Lembrou que o edifício foi concebido como armazém e posteriormente adaptado, salientando que, apesar dos esforços de manutenção, “não reúne as condições de segurança, funcionalidade e dignidade que uma instituição como a Polícia de Segurança Pública exige, quer para os seus profissionais, quer para os cidadãos que a ela recorrem”.

Horácio Carvalho disse que a construção do comando se encontra sinalizada como primeira prioridade no âmbito da Lei de Programação de Infraestruturas das Forças e Serviços de Segurança desde 2017, tendo já sido definido o terreno e concluído o projeto em 2023.

“Encontrando-se agora o processo dependente da celebração do correspondente contrato interadministrativo. Importa, por isso, assegurar a continuidade deste percurso com determinação e sentido de urgência, de modo a concretizar uma aspiração antiga e legítima, dotar a PSP de Vila Real de um edifício moderno, funcional e concertante com a relevância da sua missão”, salientou.

Em Chaves, o comandante apontou uma degradação das condições de habitabilidade do edifício policial e disse que foi submetida à tutela a proposta de celebração de um contrato de cooperação interadministrativo para a requalificação destas instalações.

“As condições de trabalho constituem um fator determinante para a qualidade do serviço de segurança que somos capazes de oferecer” afirmou, dirigindo-se ao diretor nacional da PSP, Luís Carrilho.

Sobre as instalações, Luís Carrilho disse que, relativamente a Chaves e Vila Real, é preciso “fazer melhor”, considerando que os “contratos interadministrativos são, sem dúvida, um excelente instrumento de execução”.

Insistiu ainda no apelo a que mais pessoas se candidatem à PSP, referindo que só assim será possível reforçar comandos, como o de Vila Real.

O presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, referiu que o município está disponível para colaborar na remodelação e aproveitou para anunciar que está a ser feito um estudo para a instalação de um sistema de videovigilância na cidade.

Horácio Carvalho mostrou-se preocupado com a evolução do efetivo policial, referindo que, em 2025, o comando registou uma redução de 7% do número de polícias face a 2024.

Alertou ainda para o envelhecimento dos polícias, cuja média etária se situa nos 52 anos, e adiantou que, até março de 2027, “cerca de 12,5% do efetivo reúne condições para transitar para a situação de pré-aposentação”.

“Trata-se de um cenário que, a concretizar-se, terá um impacto direto e significativo na capacidade operacional deste comando”, referiu.

A PSP fez também um balanço da atividade operacional, que se traduziu numa subida da criminalidade geral e violenta e grave entre 2024 e 2025, com o comandante a reforçar que se trata de um distrito seguro.

No ano passado, verificou-se um aumento de 5% na criminalidade geral registada na área da PSP de Vila Real e, quanto à criminalidade violenta e grave, o aumento foi de 38,5%, o que significou mais 20 crimes em relação a 2024.

Em 2025, a PSP efetuou 242 detenções, maioritariamente relacionadas com a condução automóvel e o tráfico de droga, contabilizou 821 acidentes de viação, tendo sido submetidos ao teste de alcoolemia 6.595 condutores.

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