TAP volta ao Parlamento: CHEGA exige explicações sobre indemnizações, aviões parados e gestão

O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.

© Facebook /Tap

O CHEGA quer levar ao Parlamento os responsáveis máximos da TAP para prestar esclarecimentos sobre a gestão da companhia, a indemnização paga a Alexandra Reis, o risco financeiro da TAP SGPS e o impacto de várias decisões que continuam a levantar dúvidas sobre a governação da empresa.

O requerimento, entregue na Comissão de Infraestruturas, Habitação e Mobilidade, pede a audição do presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, e do presidente do Conselho de Administração, Carlos Oliveira, para responderem a um conjunto de matérias que o partido considera graves e lesivas para o interesse público.

Em causa estão o agravamento do caso Alexandra Reis, os mecanismos de controlo interno existentes à data do pagamento da indemnização, o processo de insolvência da TAP SGPS e o risco de essa insolvência poder vir a ser considerada culposa.

O CHEGA quer ainda explicações sobre o impacto financeiro da impossibilidade de utilização de novas aeronaves adquiridas pela companhia, atualmente limitadas por restrições impostas pela Comissão Europeia, situação que continua a levantar dúvidas sobre planeamento, gestão e capacidade operacional.

A audição pretende ainda escrutinar o estado de execução do plano de reestruturação da TAP, a sustentabilidade financeira da empresa e a estratégia da administração para proteger o interesse público numa companhia que continua a depender de forte escrutínio político e financeiro.

Para o CHEGA, os sucessivos episódios em torno da TAP continuam a expor falhas graves de gestão, falta de controlo e uma sucessão de decisões que exigem esclarecimento político e responsabilização.

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