A maioria dos portugueses concorda que o CHEGA não deve recuar na exigência de baixar a idade da reforma para viabilizar a reforma laboral proposta pelo Governo.
Os dados resultam de uma sondagem da Aximage feita para o Folha Nacional que analisou a posição dos portugueses sobre a estratégia assumida por André Ventura nas negociações do chamado pacote laboral.
Segundo os números divulgados, 54% dos inquiridos concordam com a posição do CHEGA em fazer depender a aprovação da reforma laboral da redução da idade da reforma. Dentro desse universo, 20% dizem concordar totalmente e 34% afirmam concordar.
A sondagem surge depois de André Ventura ter afirmado que o CHEGA não aprovaria medidas laborais que prejudicassem trabalhadores por turnos, mães trabalhadoras ou pessoas que fazem horas extraordinárias sem uma redução da idade da reforma.
“Se quer fazer isto, vai ter de baixar a idade da reforma em Portugal”, afirmou o líder do CHEGA, André Ventura.
Os resultados revelam assim que a estratégia negocial do CHEGA reúne mais apoio do que rejeição entre os portugueses, numa altura em que o partido tenta pressionar o Governo nas negociações sobre alterações às leis laborais.
A mesma sondagem mostra também que existe apoio significativo à própria proposta de reduzir a idade da reforma. Cerca de 69% dos inquiridos concordam com a medida defendida por André Ventura.
Os números surgem num momento em que o tema das pensões e das condições de trabalho voltou ao centro da discussão política, com os partidos a prepararem novos confrontos parlamentares sobre direitos laborais e sustentabilidade da Segurança Social.
A sondagem foi realizada pela Aximage entre 30 de abril e 5 de maio, com 801 entrevistas feitas a maiores de 18 anos residentes em Portugal.
Ficha Técnica
Entidade responsável pelo estudo: Aximage – Comunicação e Imagem, Lda.Cliente: Jornal Folha NacionalObjetivo do estudo: Revisão do pacote laboral e proposta do CHEGA relativa à diminuição da idade da reforma.
Universo: Residentes em Portugal com 18 ou mais anos, com telefone fixo no lar, telemóvel ou acesso à internet.
Amostra: 801 entrevistas.
Método de amostragem:Amostragem por quotas, obtida através de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTS II), com reequilíbrio por género, grupo etário e região.
Seleção dos contactos através de geração aleatória de números de telefone fixo e móvel;• Utilização complementar de painéis online;• Seleção do respondente através do método do último/próximo aniversário.
Método de recolha de dados:Entrevistas não presenciais através de CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) e CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing).
Período de realização do trabalho de campo:De 30 de abril a 5 de maio de 2026.
Número de entrevistas válidas: 801
Taxa de resposta: 43,40%
Margem de erro máxima: ±3,46%, para um grau de confiança de 95%.
Distribuição geográfica:NUTS II – Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Algarve/Alentejo/Ilhas.
Distribuição etária e de género da amostra:De acordo com quotas de género, idade e região, com base em dados estatísticos nacionais.
Fonte: INE, PORDATA e ANACOM.