CHEGA quer investigação independente sobre compra de fragatas

O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.

No requerimento para ouvir o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o Grupo Parlamentar do CHEGA argumenta que se exigem esclarecimentos sobre as “condições financeiras e contratuais em que esta aquisição está a ser realizada”, citando uma notícia do Expresso segundo a qual as fragatas adquiridas por Portugal terão um custo, no mínimo, 25% superior ao pago por Itália por navios semelhantes.

“Itália contratou, em 2024, duas unidades por cerca de 750 milhões de euros cada, enquanto o custo das plataformas portuguesas ultrapassará os mil milhões de euros por navio”, refere o CHEGA citando o semanário, acrescentando ainda que estão por esclarecer “as diferenças relativamente aos navios italianos, as componentes incluídas no contrato e os encargos que ficarão de fora do mesmo, designadamente em matéria de armamento”.

O partido quer ainda que Nuno Melo esclareça na Comissão de Defesa Nacional a notícia do jornal ‘online’ 24Horas, segundo a qual a NTG representaria a construtora italiana Fincantieri em Portugal há cerca de nove anos e teria participado durante vários meses no processo que antecedeu a escolha das fragatas, tendo a relação entre as duas empresas terminado pouco antes da formalização do acordo, levando a uma alegada perda de cerca de 90 milhões de euros em comissões.

Depois de o Ministério da Defesa ter já rejeitado qualquer participação de empresas portuguesas neste processo, o CHEGA considera que “esta divergência deve ser devidamente esclarecida, incluindo a alegada existência de uma comissão estimada em cerca de 90 milhões de euros e o seu eventual reflexo no preço final”.

Esta quinta-feira, PSD e CDS-PP, partidos que apoiam o Governo, pediram também a audição de Nuno Melo na Comissão de Defesa Nacional para esclarecer as dúvidas sobre o processo de compra das fragatas a Itália.

Num segundo requerimento, o partido pede que um representante da NTG seja ouvido, por convite, na Comissão de Defesa Nacional “para prestar os esclarecimentos que entenda pertinentes sobre os factos noticiados”.

“Perante as diferentes informações tornadas públicas sobre esta matéria, entende o Grupo Parlamentar do CHEGA que estes factos devem ser esclarecidos de forma objetiva, no quadro do escrutínio parlamentar e em nome da transparência de um processo de aquisição desta dimensão”, lê-se no requerimento.

O partido considera que continua “por esclarecer a natureza da intervenção da empresa, as circunstâncias em que cessou a sua relação com a Fincantieri e a existência e eventual enquadramento dessa comissão”.

O ministro da Defesa anunciou no início da semana que vai processar judicialmente o jornal 24Horas devido a essa notícia, bem como o presidente do CHEGA, André Ventura, e o deputado Pedro Frazão pelas declarações, nas redes sociais, sobre o caso.

Portugal vai adquirir três fragatas de nova geração de construção italiana, num investimento na ordem dos 3,9 mil milhões de euros, anunciou, em julho, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, após uma reunião em Roma com a sua homóloga italiana, Giorgia Meloni.

Esta semana, Luís Montenegro adiantou também que as fragatas em concreto custarão entre 3 e 3,1 mil milhões de euros, correspondendo os restantes 800 milhões de euros a outras componentes do programa.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.