Apesar da pressão de todos os partidos e de várias instituições, o CHEGA mantém a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves

Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.

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O CHEGA mantém a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária, apesar das reservas e críticas que a iniciativa tem provocado dentro e fora do Parlamento.

A decisão já tinha sido assumida por André Ventura antes mesmo da votação da moção de censura ao Governo. O presidente do CHEGA garantiu que, caso a censura fosse rejeitada — como acabou por acontecer —, o partido prosseguiria com o inquérito parlamentar para escrutinar os quase oito anos em que o atual ministro da Administração Interna dirigiu a PJ.

Recorde-se que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, levantou dúvidas quanto à admissibilidade da formulação inicialmente apresentada pelo CHEGA, considerando insuficiente a delimitação do objeto e dos fundamentos da comissão. Ventura aceitou trabalhar numa reformulação do documento, mas avisou que não aceitará uma comissão tão limitada que, nas suas palavras, acabe por não servir para esclarecer os factos.

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