Sabe o Folha Nacional, o texto, aprovado por 339 votos a favor, 225 contra e 16 abstenções, surge na sequência da entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos ocorrida entre 29 e 31 de julho. O Parlamento Europeu descreve os acontecimentos como “cruzamentos irregulares massivos” e denuncia a instrumentalização da imigração irregular como uma “ferramenta de guerra híbrida contra a integridade territorial de um Estado-Membro”.
Entre os portugueses que votaram contra encontram-se os socialistas Francisco Assis, André Franqueira Rodrigues, Isilda Gomes, Bruno Gonçalves, Sérgio Gonçalves, Ana Catarina Mendes, Carla Tavares e Marta Temido, juntamente com Catarina Martins, do BE, e João Oliveira, do PCP. A eurodeputada Ana Vasconcelos, da IL, também votou contra o texto final.
A resolução não se limitava a uma declaração simbólica de apoio a Ceuta. O Parlamento pediu o reforço da proteção das fronteiras terrestres e marítimas, uma maior cooperação com Marrocos e o retorno rápido e efetivo das pessoas que não tenham direito a permanecer na União Europeia, respeitando o direito europeu e internacional.