CHEGA/Convenção Ventura reeleito líder com 98,3%

André Ventura, candidato único à liderança do CHEGA, foi hoje reeleito presidente da direção do partido com 98,3%% dos votos, anunciou o presidente da Mesa da V Convenção Nacional, Jorge Galveias.

“O professor doutor André Ventura foi eleito com 98,3% dos votos”, anunciou o dirigente, não tendo detalhados o número de votos a favor, contra e abstenções, entre os mais de 600 delegados.

Ventura era candidato único à liderança. Foi agora para um mandato de três anos.

André Ventura já foi a votos várias vezes, tendo obtido sempre resultados acima dos 90%.

Na primeira vez que se apresentou a votos, na convenção fundadora do partido, em junho de 2019, teve 94% dos votos.

Em abril de 2020 demitiu-se do cargo, tendo sido foi reeleito em eleições diretas em setembro desse ano, com um resultado de 99,1%.

Em 06 de março de 2021, o partido volta a eleger Ventura em novas diretas, com 97,3%, na sequência da sua demissão por, nas eleições presidenciais de 24 de janeiro, nas quais foi o terceiro mais votado, ter falhado os objetivos de ficar à frente da antiga eurodeputada do PS Ana Gomes e forçar o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, a uma segunda volta.

André Ventura apenas foi desafiado nas eleições diretas de novembro de 2021. Nessas diretas, alcançou 94,78% dos votos, enquanto o seu adversário, o empresário Carlos Natal, obteve 5,22%.

Agora, voltou a ser eleito em convenção, como estabelecem os estatutos de 2019, os quais o CHEGA decidiu voltar a adotar na sequência do chumbo pelo Tribunal Constitucional dos estatutos mais recentes.

Os trabalhos da V Convenção Nacional do CHEGA, que decorre em Santarém, arrancaram na sexta-feira à noite e terminam no domingo.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.