André Ventura considera que “António Costa já chegou ao fim”

O presidente do CHEGA, André Ventura, assumiu hoje a conquista do Governo como “único objetivo” do partido, considerando que “António Costa já chegou ao fim”.

“Eu garanto-vos que vamos lutar rua a rua, terra a terra deste país até sermos Governo de Portugal e vencermos o Governo de António Costa neste país, porque António Costa já chegou ao fim”, afirmou.

No discurso de encerramento da V Convenção Nacional do CHEGA, em Santarém, André Ventura considerou que as críticas de que é alvo vão fortalecer o partido.

“Quero prometer-vos aqui que à medida que nos atacam mais, que à medida que nos espezinham mais, que à medida que dizem que somos racistas, xenófobos ou fascistas, é nessa força que nós nos tornaremos mais fortes”, salientou.

Reiterando que o “único objetivo” do CHEGA é governar o país, afirmou que o “povo português” é “o único que pode estabelecer linhas vermelhas” quanto a um eventual governo de direita nas próximas eleições legislativas e deixou um aviso aos restantes partidos.

“Os outros podem escrevê-las num papel, pô-las num guardanapo e atirá-las pelo carro fora porque valem para nós o mesmo que um cinzeiro mal lavado, valem zero”, defendeu.

André Ventura referiu igualmente que o CHEGA só obedecerá “a uma entidade”, a única a quem presta “vassalagem”, e “essa entidade é o povo português”.

Num discurso de quase meia hora, Ventura “disparou” críticas em várias direções, num tom inflamado, e comprometeu-se a falar por aqueles “que perderam a voz”.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.
O líder do CHEGA, André Ventura, condenou hoje as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido. "O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável", referiu.
O Ministério Público (MP) acusou o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e outros 22 arguidos, incluindo vereadores e funcionários, de peculato e de abuso de poder por gastos de 150 mil euros em refeições pagas pelo município.
O presidente da Assembleia da República solicitou à Comissão de Transparência a abertura de um inquérito às afirmações da deputada do PS Isabel Moreira no debate dos diplomas sobre mudança de género, após queixa do líder parlamentar do PSD.
Quando vários crimes muito graves são julgados no mesmo processo, a pena final nem sempre acompanha a gravidade do que foi feito. É essa lógica que o CHEGA quer alterar.
O presidente do CHEGA condenou hoje o ataque contra participantes na Marcha pela Vida e pediu todos os esclarecimentos à PSP e Governo, considerando que não pode haver violência "boa ou má" conforme se é de esquerda ou de direita.
O presidente do CHEGA disse hoje ter garantia "política e negocial" que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo seu partido para os juízes para o Tribunal Constitucional, eleições cuja data será definitivamente proposta na quarta-feira.