André Ventura considera que “António Costa já chegou ao fim”

O presidente do CHEGA, André Ventura, assumiu hoje a conquista do Governo como “único objetivo” do partido, considerando que “António Costa já chegou ao fim”.

“Eu garanto-vos que vamos lutar rua a rua, terra a terra deste país até sermos Governo de Portugal e vencermos o Governo de António Costa neste país, porque António Costa já chegou ao fim”, afirmou.

No discurso de encerramento da V Convenção Nacional do CHEGA, em Santarém, André Ventura considerou que as críticas de que é alvo vão fortalecer o partido.

“Quero prometer-vos aqui que à medida que nos atacam mais, que à medida que nos espezinham mais, que à medida que dizem que somos racistas, xenófobos ou fascistas, é nessa força que nós nos tornaremos mais fortes”, salientou.

Reiterando que o “único objetivo” do CHEGA é governar o país, afirmou que o “povo português” é “o único que pode estabelecer linhas vermelhas” quanto a um eventual governo de direita nas próximas eleições legislativas e deixou um aviso aos restantes partidos.

“Os outros podem escrevê-las num papel, pô-las num guardanapo e atirá-las pelo carro fora porque valem para nós o mesmo que um cinzeiro mal lavado, valem zero”, defendeu.

André Ventura referiu igualmente que o CHEGA só obedecerá “a uma entidade”, a única a quem presta “vassalagem”, e “essa entidade é o povo português”.

Num discurso de quase meia hora, Ventura “disparou” críticas em várias direções, num tom inflamado, e comprometeu-se a falar por aqueles “que perderam a voz”.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.
André Ventura considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro “não pode pedir” ao CHEGA para viabilizar reformas “más para o país” e defendeu que o Governo “será avaliado” tanto pelas reformas que fez como por aquelas que não fez.
O líder do CHEGA, André Ventura, assegurou hoje que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.
O presidente do CHEGA indicou hoje que o partido não aceita qualquer reforma que se traduza em "menos fiscalização" no Tribunal de Contas.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.