Pedrógão Grande: Memorial às vítimas dos incêndios concluído no segundo trimestre

O Memorial às Vítimas dos Incêndios de Pedrógão Grande, cuja conclusão esteve prevista para junho e, depois, outubro de 2022, vai estar terminado no segundo trimestre deste ano, informou hoje a Infraestruturas de Portugal (IP).

Numa informação escrita enviada à agência Lusa, a IP esclareceu que “as intervenções previstas no âmbito da empreitada estão praticamente todas executadas”.

“As últimas tarefas a realizar, que incluem plantações e sementeiras, só serão realizadas na altura da primavera, a época mais adequada, pelo que neste momento os trabalhos encontram-se suspensos”, explicou a empresa, adiantando que, “quando as condições meteorológicas o permitirem, os trabalhos serão retomados, o que permite antecipar que a conclusão da obra ocorra durante o segundo trimestre”.

O concurso público para a construção do memorial foi lançado em 10 de fevereiro de 2021. Orçada em 1.794.761,91 euros, a obra foi iniciada em 13 de setembro de 2021 e tinha um prazo de execução de 300 dias, que terminava no dia 10 de junho de 2022.

Contempla “a construção do memorial, os acessos rodoviários, que incluem uma zona de inversão de marcha para circulação proveniente de sul, e renovação da paisagem marginal da EN [estrada nacional] 236-1”, afirmou na ocasião fonte oficial da IP, em resposta a perguntas da agência Lusa.

Ao longo de cerca de dois quilómetros daquela estrada nacional, onde morreram muitas das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, vão ser ainda “plantadas um conjunto de diferentes espécies arbóreas autóctones”, acrescentou.

A maioria do investimento (cerca de 1,4 milhões de euros) será aplicado na construção do memorial, referiu ainda.

A empreitada, denominada “Construção do memorial às vítimas dos incêndios de 2017”, é executada através do orçamento da empresa.

Em junho de 2022, quando passavam cinco anos sobre os incêndios de Pedrógão Grande, a Infraestruturas de Portugal divulgou que a obra deveria estar concluída até outubro, após atraso motivado pela falta de materiais.

Em 2019, numa sessão que se realizou no município de Castanheira de Pera, foi assinado um protocolo entre a Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande e a Infraestruturas de Portugal para a construção do memorial.

O projeto é da autoria do arquiteto Eduardo Souto Moura e será constituído por uma balsa de água ligada a uma fonte, simbolizando a vida e o nascimento.

“A água como purificação é um elemento transversal em todas as culturas e religiões”, afirmou na altura o arquiteto, salientando que a balsa de água desenhada tem a “dupla função de evocar o renascimento, que se pensa que vai acontecer e, se houver outro incêndio, os bombeiros têm onde ir buscar água”.

Os incêndios que deflagraram em 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves. Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas. A maioria das vítimas mortais foi encontrada na EN 236-1, que liga Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

Em outubro do mesmo ano, incêndios na região Centro provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos, registando-se ainda a destruição, total ou parcial, de cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.

Últimas do País

Trinta moradores de um prédio em Setúbal ficaram hoje desalojados na sequência de um incêndio na garagem do edifício, cuja origem está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), avançou fonte da Proteção Civil.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) entregou ao Governo um documento com propostas de alteração para “uma tabela de remuneração digna e justa”, entre outras matérias, para que dê conhecimento à tutela das matérias pendentes, segundo um comunicado.
Vários especialistas em hidráulica denunciaram esta sexta-feira, em Coimbra, a falta de manutenção da obra hidráulica do Baixo Mondego e o antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos considerou a obra abandonada.
Os oito estrangeiros detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) numa embarcação de pesca, ao largo dos Açores, com 1.800 quilos de cocaína a bordo, vão aguardar o transportador do processo em prisão preventiva, foi hoje revelado.
A pena mais gravosa foi aplicada à mulher, uma empresária de nacionalidade angolana, a qual foi condenada a cinco anos e oito meses de prisão, enquanto o homem, de nacionalidade brasileira, foi punido com uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão, segundo um acórdão consultado esta sexta-feira pela agência Lusa.
A Comissão Utentes Fertagus enviou na quinta-feira, 12 de março, à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e “com riscos de segurança”.
Trinta por cento da frota da Rodoviária do Tejo, concessionária dos transportes públicos de passageiros na cidade e Região de Leiria, danificada devido ao mau tempo, já foi recuperada, disse hoje o administrador Paulo Carvalho.
Cerca de 800 mil euros pagos na compra de uma vivenda na Malveira acabaram na conta de José Sócrates, levando o Ministério Público a abrir um novo inquérito relacionado com o universo da Operação Marquês.
A Deco alertou esta sexta-feira, 13 de março, para os riscos da digitalização do atendimento ao cliente, tendo avaliado negativamente a maioria dos sistemas digitais de apoio de 24 empresas de setores essenciais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou nos últimos sete anos 1.900 acidentes na via pública que envolveram trotinetas elétricas, que causaram 10 mortos.