Hospital de Viana do Castelo assaltado fica sem aparelhos no valor de 700 mil euros

O serviço de gastroenterologia do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, foi assaltado na madrugada de hoje, tendo sido roubados aparelhos de endoscopia no valor de cerca de 700 mil euros, divulgou a administração.

Contactado pela agência Lusa, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Franklim Ramos, adiantou que aquele “serviço está encerrado e que a PSP está no local a investigar o assalto”.

O responsável adiantou que o hospital de Santa Luzia “tem segurança interna, e que o serviço de gastroenterologia possui sistema de cartões eletrónicos de entrada”.

“Há condições de segurança no próprio serviço, mas o que é certo é que foi assaltado”, desabafou.

Franklim Ramos disse sentir uma “angústia muito grande”, uma vez que os equipamentos roubados são “muito importantes para tratar os doentes”.

“Roubaram grande parte dos equipamentos”, lamentou, acrescentando que o serviço de gastroenterologia “tem um papel muito relevante na organização do hospital.

“São equipamentos absolutamente necessários. Estamos a estudar soluções para o problema. A compra de novo material demora tempo e, por isso, estamos a pensar num plano de resolução deste problema”, realçou.

Em setembro de 2022, a ULSAM investiu cerca de um milhão de euros, de capitais próprios, para instalar uma nova Unidade de Endoscopia Digestiva Avançada (UEDA) no hospital de Viana do Castelo.

Na altura, à Lusa, Franklim Ramos adiantou que o investimento na nova unidade, instalada no serviço de gastroenterologia do hospital de Santa Luzia, foi “feito gradualmente”, estando atualmente em pleno funcionamento.

A UEDA e o novo equipamento de ressonância magnética representaram um investimento de mais de 1,4 milhões de euros.

De acordo com informação fornecida pela ULSAM, o novo serviço “possibilita a realização, num único espaço, de um conjunto de exames endoscópicos e técnicas minimamente invasivas que permitem identificar todo o espetro de doenças digestivas benignas e malignas e o tratamento de patologias complexas, para o distrito de Viana do Castelo e para doentes provenientes de outras zonas do país”.

A UEDA “dispõe de três salas de endoscopia (…) com arco de fluoroscopia de última geração, ecógrafos, ecoendoscópios lineares, enteróscopio espiral, máquina de anestesia, entre outros equipamentos”.

Além de procedimentos de endoscopia geral, a nova unidade permite realizar “todos os procedimentos de endoscopia de intervenção avançada existentes”.

O equipamento de Ressonância Magnética (RM) instalado no hospital de Santa Luzia permite fazer todos os exames prescritos no âmbito da ULSAM, “evitando o recurso ao exterior e, devido à tecnologia atualmente incorporada, aumentará a qualidade da imagem obtida, permitindo, deste modo, aos clínicos, uma avaliação mais rigorosa e mais acertada da imagem”.

O financiamento, a fundo perdido, do Fundo Social Europeu foi de 55% (660.000 euros) e contou com apoio financeiro nacional de 45% (540.000 euros). O valor do IVA foi suportado pela ULSAM, no montante de 276.000 euros.

A ULSAM gere os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente de 231.488 habitantes nos 10 concelhos do distrito e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

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