Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos marca greve parcial a partir de março

O Sindicato dos Trabalhadores do Impostos (STI) avançou com um pré-aviso de greve às três primeiras e às três últimas horas da jornada de trabalho, com início em março e possibilidade de renovação mensal até ao final de 2023.

Com esta paralisação parcial, os trabalhadores dos impostos pretendem mostrar o seu desagrado perante “a desvalorização profissional” e o “colapso da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)”, segundo refere o STI num comunicado emitido hoje.

A greve, cujo pré-aviso foi emitido esta terça-feira, terá início a partir do próximo mês de março, abrangendo “as primeiras três horas e últimas três da jornada de trabalho”, podendo ser renovada por “iguais períodos mensais, até ao final de 2023 ou até que o STI veja as suas reivindicações atendidas”.

O STI refere que esta forma de luta surge perante a ausência de resposta, “quer por parte da tutela, quer por parte da Direção-Geral da AT”, aos “muitos problemas que afetam os trabalhadores” e pela ausência de “qualquer indício de que as condições em que se trabalha na AT vão mudar para melhor”.

“Pelo contrário, a desorganização no funcionamento dos serviços perpetua-se, continua-se a trabalhar com cada vez mais pressão, com milhares de trabalhadores a acusar desgaste físico e psicológico”, refere o sindicato liderado por Ana Gamboa.

O STI indica ainda que os procedimentos relacionados com as carreiras “ou estão parados ou avançam lentamente, ou avançam com prejuízo dos trabalhadores”, como resultado de uma política de gestão de recursos humanos “que promove a discricionariedade e o sentimento de injustiça entre colegas”.

Além da greve, o STI vai ainda organizar concentrações de trabalhadores e outras iniciativas de protesto, cuja divulgação remete para mais tarde.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.