Parlamento volta a rejeitar vice-presidência ao CHEGA (pela quarta vez)

© Folha Nacional

A Assembleia da República voltou a rejeitar mais um nome indicado pelo CHEGA para a vice-presidência do Parlamento, desta feita o deputado Jorge Galveias, que também é presidente da Mesa Nacional do Partido CHEGA.

Esta é a quarta vez que um nome apresentado pelo CHEGA é rejeitado pelo Parlamento, o que vai contra o espírito daquilo que prevê o artigo 175.º da Constituição, onde é referido de forma explicita “quatro Vice-Presidentes eleitos sob proposta dos quatro maiores grupos parlamentares”.

O deputado Jorge Galveias contou, de um total de 199 votantes, com 58 votos favoráveis, mas 112 em branco e 28 nulos.

Na ótica do partido “este chumbo é uma verdadeira mancha na nossa democracia e um desrespeito para com cerca de 400 mil portugueses.” Trata-se de “uma atitude profundamente antidemocrática e contra a prática de mais de 40 anos de democracia, consubstanciando um ataque à pluralidade democrática, típico das autocracias.”

O partido refere ainda que “sempre fomos e seremos contra este sistema, mas respeitamos as regras democráticas e exigimos que nos respeitem também a nós.”

Parecem não restar quaisquer dúvidas de que há uma maioria de bloqueio que não quer o CHEGA na vice-presidência da Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo quer aprovar a versão final do PTRR no início de abril e o envelope financeiro só será definido após o período de auscultação nacional.
O CHEGA/Madeira apresentou um voto de protesto na Assembleia Legislativa regional pelas declarações do líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Hugo Soares, no âmbito do debate sobre o subsídio social de mobilidade realizado na quarta-feira.
O CHEGA propôs a revisão do regime jurídico do uso de armas de fogo, defendendo o alargamento das situações em que os agentes podem disparar, nomeadamente para travar suspeitos de crimes graves, armados ou a atuar em grupo. A iniciativa foi, contudo, chumbada com os votos contra de PSD, PS e Iniciativa Liberal.
O presidente do CHEGA sustenta que a polícia tem de poder agir sem receio quando está em causa a segurança dos cidadãos, e acusa o sistema de desproteger quem protege.
O uso de armas de fogo pelas forças de segurança poderá passar a ser permitido em mais situações do que as atualmente previstas na lei. É essa a proposta apresentada pelo CHEGA, que pretende rever profundamente o regime jurídico em vigor desde 1999.
O líder do CHEGA apontou falhas graves na resposta às tempestades e responsabilizou o Executivo por atrasos, descoordenação e decisões que deixaram populações entregues a si próprias.
Um dos maiores escândalos sexuais e de poder da última década volta a ecoar em Portugal. O CHEGA quer saber se o tentáculo da rede de Jeffrey Epstein alguma vez tocou o país e exige que todas as eventuais ligações portuguesas sejam investigadas até às últimas consequências.
O primeiro-ministro regressa esta quinta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá centrar-se na resposta do Governo às consequências do mau tempo e que foi adiado por duas vezes na semana passada.
Entre devoluções e penalizações que rondam os 85 mil euros, o vereador do PSD permanece no executivo da Maia. O presidente da Câmara reafirma a confiança política.
A vítima não deve ser obrigada a sair de casa para se proteger do agressor. É este o princípio que sustenta o novo projeto de lei apresentado pelo CHEGA, que pretende permitir o afastamento imediato dos suspeitos de violência doméstica, mesmo antes de decisão judicial definitiva.