Parlamento volta a rejeitar vice-presidência ao CHEGA (pela quarta vez)

© Folha Nacional

A Assembleia da República voltou a rejeitar mais um nome indicado pelo CHEGA para a vice-presidência do Parlamento, desta feita o deputado Jorge Galveias, que também é presidente da Mesa Nacional do Partido CHEGA.

Esta é a quarta vez que um nome apresentado pelo CHEGA é rejeitado pelo Parlamento, o que vai contra o espírito daquilo que prevê o artigo 175.º da Constituição, onde é referido de forma explicita “quatro Vice-Presidentes eleitos sob proposta dos quatro maiores grupos parlamentares”.

O deputado Jorge Galveias contou, de um total de 199 votantes, com 58 votos favoráveis, mas 112 em branco e 28 nulos.

Na ótica do partido “este chumbo é uma verdadeira mancha na nossa democracia e um desrespeito para com cerca de 400 mil portugueses.” Trata-se de “uma atitude profundamente antidemocrática e contra a prática de mais de 40 anos de democracia, consubstanciando um ataque à pluralidade democrática, típico das autocracias.”

O partido refere ainda que “sempre fomos e seremos contra este sistema, mas respeitamos as regras democráticas e exigimos que nos respeitem também a nós.”

Parecem não restar quaisquer dúvidas de que há uma maioria de bloqueio que não quer o CHEGA na vice-presidência da Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.
José Manuel Fernandes tem dois imóveis na capital e mais de 43 mil euros anuais em rendimentos prediais, mas recebe 724 euros por mês de subsídio de alojamento. É um dos 19 governantes abrangidos por uma regra de 1980 que continua a permitir compensações mesmo a quem já tem casa em Lisboa.
As propostas apresentadas pelo CHEGA na Câmara Municipal da Amadora para reforçar a transparência e prevenir a corrupção deram um passo em frente e podem vir a traduzir-se em novos mecanismos de controlo na gestão autárquica.