Estudantes do Ensino Superior prometem “Dia Nacional de Luta” na quinta-feira

©AEFCSH

Os estudantes do ensino superior manifestam-se na quinta-feira, Dia Nacional do Estudante, contra as dificuldades que estão a ampliar “o muro” no acesso a este nível de ensino, estando previstas iniciativas em vários pontos do país.

A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa anunciou o protesto em conjunto com outras associações, indicando que em Lisboa haverá uma concentração junto à Faculdade de Belas Artes, seguindo-se uma marcha até São Bento.

“Hoje, aprofundam-se as desigualdades e o custo de vida aumenta. Os estudantes e suas famílias sentem estas consequências, principalmente quando, todos os anos, milhares ficam fora do Ensino Superior devido às barreiras socioeconómicas”, referem os estudantes, em comunicado.

No documento, prometem juntar-se em todo o país e perguntam: “Até quando vai o muro aumentar?”.

Melhor Ação Social e alojamento, gratuitidade, mais financiamento público e melhores condições nas instituições são as reivindicações dos alunos do ensino superior.

Haverá igualmente uma concentração em frente à Universidade do Porto, estando prevista uma manifestação em Coimbra e ações idênticas em Aveiro, Castelo Branco e Braga.

A organização apela aos estudantes para se mobilizarem por todo o país num “Dia Nacional de Luta”.

Até ao momento, aderiram à iniciativa mais de 10 estruturas estudantis, entre as quais a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, a Associação de Estudantes de Direito da Universidade Nova de Lisboa, a Associação de Estudantes do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, a Associação Académica da Universidade de Lisboa, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Teatro e Cinema e a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.