André Ventura desafia primeiro-ministro a liderar negociações com professores

©Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, apelou esta segunda-feira ao primeiro-ministro que lidere as negociações com os professores e propôs uma recuperação faseada do tempo de serviço que fique terminada até ao final do próximo ano.
“É tempo de António Costa assumir a sua responsabilidade neste processo e que seja ele a liderar esta negociação com os professores, porque já está a passar muito tempo sem que este problema fique resolvido”, defendeu o líder do CHEGA, em declarações aos jornalistas, em frente à Assembleia da República.

André Ventura justificou este apelo com a “urgência e a gravidade da situação”, defendendo que nesta fase “não é suportável prolongar estes protestos e estas greves”.

O líder do CHEGA acusou também o ministro Educação de “má vontade” e considerou que João Costa “não tem competência” para continuar as negociações com os professores, pois “está a gerar um aumento conflitualidade muito grande no setor”.

Ventura alertou que esta é “uma questão que está a afetar o país inteiro” e considerou que “neste momento deve-se à teimosia de António Costa” não ser ele a assegurar este processo.

“Agora não é pegar nesse processo para deixar as coisas iguais, é com uma proposta concreta e específica”, defendeu, afirmando que “o descongelamento do tempo de carreira dos professores não é uma oferta do Governo, é uma questão de justiça porque eles tiveram esse tempo congelado, como outros profissionais”.

O dirigente partidário afirmou que “aqui não é uma questão de oferta, não é o Governo dar alguma coisa para calar um setor social, é uma questão de justiça”.

O presidente do CHEGA propôs um “escalonamento do descongelamento do tempo de serviço dos professores” de “um ano e meio, até ao final do próximo ano, sensivelmente, até dezembro do próximo ano, com a generalidade do tempo recuperado”.

“Depois, para este ano, e isso tinha que ficar já assegurado, a proposta que fazemos e que instamos o Governo a assegurar, é a regularização dos que têm vínculos precários, nomeadamente técnicos especialistas, que há muitos no âmbito da Educação, por um lado, e por outro a questão da redução da burocracia”, acrescentou.

O líder do CHEGA ressalvou igualmente que “não vem mal ao mundo se António Costa reconhecer que neste momento não há verba financeira para isto, ou não há verba orçamental, mas tem que o assumir” e “apresentar um plano”.

“Se não puder de hoje para amanhã, que diga isso não é possível de ser resolvido agora, mas que faça um escalonamento e diga aos professores, aos profissionais de educação, quando é que vão ter estes assuntos resolvidos”, referiu.

 

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.
O líder do CHEGA, André Ventura, condenou hoje as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido. "O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável", referiu.
O Ministério Público (MP) acusou o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e outros 22 arguidos, incluindo vereadores e funcionários, de peculato e de abuso de poder por gastos de 150 mil euros em refeições pagas pelo município.
O presidente da Assembleia da República solicitou à Comissão de Transparência a abertura de um inquérito às afirmações da deputada do PS Isabel Moreira no debate dos diplomas sobre mudança de género, após queixa do líder parlamentar do PSD.
Quando vários crimes muito graves são julgados no mesmo processo, a pena final nem sempre acompanha a gravidade do que foi feito. É essa lógica que o CHEGA quer alterar.
O presidente do CHEGA condenou hoje o ataque contra participantes na Marcha pela Vida e pediu todos os esclarecimentos à PSP e Governo, considerando que não pode haver violência "boa ou má" conforme se é de esquerda ou de direita.
O presidente do CHEGA disse hoje ter garantia "política e negocial" que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo seu partido para os juízes para o Tribunal Constitucional, eleições cuja data será definitivamente proposta na quarta-feira.
O presidente do CHEGA disse hoje que há condições para aprovar nos próximos dias a nova lei do retorno proposta pelo Governo com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não volte a ser "força de bloqueio".
Pagar a casa já é difícil. Pagar ao banco para sair mais cedo do crédito pode tornar-se ainda mais. É precisamente isso que o CHEGA quer mudar. O partido apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende acabar com a comissão cobrada pelos bancos quando os clientes fazem reembolsos antecipados em créditos à habitação com taxa variável.