21 Fevereiro, 2024

A próxima (R)evolução: A Indústria do Turismo

O Barreiro foi pioneiro, no passado, por duas vezes.

Na Época dos Descobrimentos, como todos sabem e na revolução industrial, protagonizada nos anos 50 do século XX, por um Homem que ficará sempre ligado ao Barreiro – Alfredo da Silva.

Muito se passou durante todo este percurso, até aos dias de hoje em que o Barreiro perdeu o seu potencial de criação de riqueza e espera por uma Nova Alvorada, desta vez em forma de uma nova Indústria e uma nova (R)evolução:

A indústria do Turismo.

A todos os que atravessam o Rio Tejo, neste movimento pendular, quero aqui mesmo dizer-vos que reside nesta travessia fluvial a oportunidade de alavancar uma das melhores Industrias que não é poluente, atrai pessoas de todas as paragens e reforça a dinâmica comercial e empresarial deste Concelho e dos Concelhos limítrofes.

Daí a aposta no Turismo ser fundamental, conciliando outras áreas de actividade comercial, ligadas à restauração, passando pela promoção da gastronomia local, a perspectiva Histórica – assente no Museu dos Fuzileiros (em Vale de Zebro) e sem esquecer o seu património Histórico/Cultural – assente na divulgação da importância do Barreiro no contexto industrial que referi anteriormente.

A par da perda de criação de riqueza, com a crescente desindustrialização deste Concelho, acresce o problemático factor de crescimento demográfico que ocorre precisamente numa época que ficou marcada pelo aumento da construção desenfreada, por vezes mal projectada e que só contribui para o crescimento sem sustentabilidade.

As apostas de anteriores executivos camarários que antecederam esta solução que se esgota a par e passo, foram no sentido inverso, originando a fuga dos Jovens para as grandes Cidades e a falta de interesse em investir no Turismo, opção que nunca foi levada a sério pelo “poder instalado”.

E essa ausência de vontade, aliada a outros interesses, foi transformando este espaço numa zona esquecida no tempo, onde uma antiga Estação Fluvial e Ferroviária está hoje num completo abandono – como todos podem confirmar – quando se deslocam de comboio para Setúbal, pela Linha do Sado, ou para Lisboa, via Soflusa.

Este espaço é a prova do que sempre vos disse, em 2017, quando se apresentou uma proposta para a edificação de um Pavilhão Multiusos, que permitisse a realização de Congressos, Seminários, Espectáculos, ou até outras e novas actividades que potenciassem a procura deste local, despertando o interesse dos Hoteleiros dignos desse nome, a investirem numa Unidade Hoteleira com capacidade e com dinamismo.

Neste espaço só resta um relógio parado que está certo apenas duas vezes por dia, convém não esquecer…

Quando critiquei a localização do Posto de Turismo no local onde se encontra, muitos se indignaram sem necessidade.
O local ideal é em Lisboa, no Terreiro do Paço.

Hoje, ao atravessarmos o Rio Tejo por ligação fluvial, como aquela que pode estar a acontecer neste momento, todos sabem que esta é a melhor imagem – a que promove de forma permanente a nossa beleza, a nossa marca e no fundo a nossa Identidade Nacional.

Todo o esforço que deve ser feito é no sentido de se valorizar o nosso Património, de dar a conhecer ao País e ao resto do Mundo que foi deste lugar que partiram faustosas Caravelas que cruzaram os mares com Portugal no leme.

Hoje, como no passado, somos os naturais herdeiros desta Pátria de Heróis, por muitos recordada e por muitos nunca esquecida.

E é o olhar dos Turistas que encontramos em Lisboa que importa captar, desde logo com o convite a visitar o Barreiro e o Distrito de Setúbal.

Para que se possa fazer hoje a Indústria do Futuro, é importante que se dê a vez e a voz a quem sabe.

Se deixarmos escapar esta janela de oportunidade, perderemos para sempre a porta por onde saímos.

Os que vierem depois de nós, não nos vão perdoar.

E é este passo que falta dar.

Dar a mão a umas mãos sem nada.
Ou, se preferirem, fazer o que falta fazer no Barreiro, a caminho de uma Nova Alvorada!

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