Ponte Luiz I reabriu vazia só para transportes públicos e velocípedes

© D.R.

Perante a fila de trânsito que se acumulava na Rua General Torres, em Gaia, os muitos curiosos e jornalistas presentes no local para assinalar a reabertura ao tráfego do tabuleiro inferior, um ano e meio depois, às 10h00, foram surpreendidos com a informação das polícias municipais de Vila Nova de Gaia e Porto dada no local.

“Para além dos peões, o tabuleiro é, a partir de agora, apenas utilizado por transporte público e velocípedes. É ainda permitida a circulação a táxis, estando a passagem interdita a transportes turísticos, ‘hop-on hop-off’ e TVDE”, confirmou entretanto, em comunicado, a Câmara do Porto.

Pronto a arrancar, Joaquim Gonçalves dizia à Lusa que ia “visitar um amigo à Ribeira e normalmente ia pela Ponte da Arrábida”, mas hoje, com a informação de que a ponte reabriria ao trânsito, optou pelo renovado trajeto.

Questionado se a travessia do tabuleiro inferior da ponte Luiz I lhe fazia falta, disse que lhe fazia “muita”, por ser “frequentador” da Ribeira, e tinha que fazer “ou a ponte do Infante ou a da Arrábida”.

Com a informação obtida hoje, terá de voltar a utilizar esses trajetos.

Apesar de abrir apenas para transportes públicos e velocípedes, fonte da Infraestruturas de Portugal (IP) disse hoje à Lusa que a intervenção na ponte foi feita “para que pudesse suportar todo o tipo de tráfego”, mas que a gestão do mesmo “cabe aos municípios”, e fonte da Câmara de Vila Nova de Gaia não quis acrescentar mais informações.

Além dos peões e das ocasionais bicicletas, o momento da primeira passagem de um transporte motorizado aconteceu apenas às 10h19, quando o autocarro 906 da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) passou o tabuleiro rumo à Madalena (Gaia), perante o aplauso de algumas transeuntes, que contrastava com o ambiente de incredulidade dos presentes.

“Está-me a comover muito esta ponte, porque eu morei ali [nos Guindais] durante 50 anos e a coisa que eu via de minha casa era a ponte. Era este carro que me levava para trabalhar”, disse Odília Pereira, de 84 anos, à Lusa.

Já a sua vizinha Eulália Ferreira, que vive junto à Praça da Ribeira, no Porto, “em frente ao cubo”, disse à Lusa que a ponte “já precisava de obras há muito tempo”, dizendo que só fazia a travessia de carro, já que “a pé não passava”.

Agora, após as obras, já poderá passar e até sem a presença de tráfego de ligeiros, com exceção de táxis, dos quais um passou hoje pelas 10h40, cuja pintura negra carregou ainda mais sobre a manhã cinzenta e chuvosa testemunhada hoje entre o Porto e Gaia.

Em outubro de 2021, a IP anunciou que a ponte engenhada por Théophile Seyrig, colaborador de Gustave Eiffel, aberta em 1886, seria alvo de obras de reabilitação com a duração de cerca de um ano.

Porém, em setembro do ano passado, a IP admitiu que a execução da obra se atrasaria até março deste ano, prazo que também acabou por resvalar em duas semanas.

Segundo disse à Lusa a responsável da IP pela fiscalização da obra, Joana Moita, no dia 15 de março, os atrasos deveram-se à descoberta de mais problemas na estrutura da ponte face aos inicialmente previstos.

O custo da obra, inicialmente estimado em 3,3 milhões de euros, acabou por ficar nos 4,2 milhões, tanto devido à intervenção mais complexa do que o esperado, mas também devido à crise das matérias-primas, ligada à guerra na Ucrânia, segundo a mesma responsável.

Últimas do País

Um dos quatro detidos por crimes violentos alegadamente cometidos no Grande Porto, como rapto, sequestro ou coação, ficou hoje em prisão preventiva, enquanto os outros três arguidos saíram em liberdade com apresentações bissemanais às autoridades.
A direção da Escola Infantil A Flor, no Porto, avisou no final de abril os pais de 40 crianças de que a creche encerra em junho, por falta de condições financeiras e problemas estruturais no edifício, deixando famílias sem solução.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do SNS, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na ULS do Alto Minho.
Uma agente imobiliária e três solicitadoras detidas há um ano no Algarve foram acusadas de 60 crimes de burla qualificada e 72 de falsificação de documento, num esquema que lhes rendeu 3,9 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Cerca de 2.000 crianças foram vítimas de acidentes rodoviários em 2025, segundo dados da GNR que indicam também que, nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registados mais de 500 acidentes com menores.
O Serviço SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, denunciou hoje que triplicou o número de processos relacionados com situações mais graves e complexas encaminhados para o Ministério Público em 2026.
Cerca de 70 bombeiros, apoiados por 26 viaturas, combatem um incêndio num armazém de gestão de resíduos plásticos em Taveiro, no concelho de Coimbra, que deflagrou na madrugada de hoje, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Providência cautelar aceite pelo Tribunal Administrativo de Lisboa suspende decisão da autarquia de Carlos Moedas que determinava a retirada do outdoor político do CHEGA.
Um homem, de 23 anos, ficou em prisão preventiva indiciado por sete crimes de furto qualificado em residências e estabelecimentos industriais, cometidos no concelho de Vila Verde, distrito de Braga, indicou a GNR.
Sondagem do Diário de Notícias coloca partido liderado por André Ventura à frente da AD. CHEGA surge com 23,5% enquanto a AD regista 23,2%.