CP ajudica serviços de cafetaria e bar de comboios de longo curso à Newrail

© Folha Nacional

A CP – Comboios de Portugal anunciou hoje que adjudicou os serviços de cafetaria e bar nos comboios Alfa Pendular e Intercidades à empresa Newrail – Restauração e Serviços, após resolução do contrato com a Apeadeiro 2020.

Em comunicado, a empresa ferroviária explica que “esta decisão decorre da resolução do contrato que […] possuía com a Apeadeiro 2020, o que levou ao início de procedimento por urgência imperiosa na plataforma ACINGOV, a fim de selecionar uma nova empresa para prestar o serviço”.

O prazo para a submissão de propostas pelas empresas interessadas terminou na quarta-feira e a Newrail foi notificada hoje da adjudicação.

“A CP esteve sempre empenhada na solução desta situação, agindo de acordo com a lei e tomando todas as medidas possíveis”, pode ainda ler-se no comunicado.

A empresa considera que “é também lesada em todo este longo processo, pois sempre garantiu a pontualidade nos pagamentos de um serviço que não foi adequadamente prestado aos seus passageiros, causando transtorno aos seus clientes e prejuízos financeiros à CP”.

De acordo com a nota, a CP espera a normalização da situação “nos próximos dias”.

Na terça-feira, a CP avançou que existiam “cinco empresas interessadas” na exploração dos bares dos comboios de longo curso.

A concessão estava entregue à Apeadeiro 2020, mas o serviço estava suspenso há várias semanas, pois a concessionária deixou de pagar salários aos trabalhadores em fevereiro e anunciou que vai pedir a insolvência.

Face a esta situação, os trabalhadores estão em greve desde 01 de março e têm-se mantido em vigília nas estações de Campanhã, no Porto, e de Santa Apolónia, em Lisboa, reclamando que os seus salários e contratos sejam assegurados diretamente pela CP, pelo menos enquanto não houver um novo concessionário.

Em 03 de abril, a CP anunciou ter lançado uma consulta prévia para escolher um novo concessionário para os comboios de longo curso, depois da resolução do contrato com a Apeadeiro 2020, afirmando esperar que, “no prazo de duas a três semanas, o serviço de cafetaria e bar a bordo dos comboios Alfa Pendular e Intercidades seja retomado e a situação laboral dos trabalhadores envolvidos seja regularizada”.

“No intuito de proteger os direitos dos trabalhadores da anterior concessionária”, a transportadora referiu que “o caderno de encargos desta consulta prévia […] prevê […] que o novo adjudicatário pague aos respetivos trabalhadores quaisquer créditos laborais vencidos e não pagos pela Apeadeiro 2020”, referiu, na altura, a CP.

Últimas de Economia

O valor de produção do mercado do calçado português recuou 5% em 2025 para 2.100 milhões de euros, segundo a estimativa da Informa D&B hoje divulgada.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes somavam 321.500 milhões de euros no final de janeiro, mais 6.300 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Os prejuízos causados pelo mau tempo no Peso da Régua ascendem a 4,2 milhões de euros em quedas de taludes, de muros e danos na rede viária deste concelho do sul do distrito de Vila Real.
O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 2,4% em janeiro, face ao período homólogo, mas subiu 8,6% face a dezembro, para 204.990, o valor mais elevado desde fevereiro de 2025, segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP).
O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.
Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.
O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.
Os contribuintes vão poder validar as faturas relativas ao IRS de 2025 no Portal até 02 de março, em vez da data regular de 28 de fevereiro, segundo uma informação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).