Enfermeiros em greve exigem que ARS-N reposicione salários com retrativos a 2018

© D.R.

Os enfermeiros afetos à Administração Regional de Saúde do Norte cumprem hoje um dia de greve, exigindo o “justo e legal” reposicionamento dos salários com retroativos a 2018 e acusando aquela entidade de “nada fazer” para cumprir a lei.

Em declarações à Lusa à margem de uma manifestação daqueles profissionais junto às instalações da Administração Regional de Saúde do Norte, no Porto, o representante do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) Rui Marroni explicou que este é “um processo já com cinco anos e que decorre do Orçamento de Estado de 2018”, mas que até hoje não foi finalizado.

“Agora com a legislação que foi publicada em novembro pensávamos que a situação seria operacionalizada rapidamente, mas estamos em maio e ainda não estão resolvidas estas situações”, disse.

Segundo explicou, “o reposicionamento remuneratório é feito com base na contagem de pontos que deviam ter sido contabilizados em termos de avaliação de desempenho e que não foram”.

“Como os enfermeiros não têm esses pontos, não foram reposicionados. Cada 10 pontos dá uma mudança de nível remuneratório e o que está a acontecer é que a Administração Regional de Saúde do Norte nem sequer comunicou a muitos dos enfermeiros os pontos nem os reposicionou”, explicou

Rui Marroni referiu que o salário mínimo destes enfermeiros “está nos 1.268 euros e a generalidade deles está neste salário porque não houve o devido reposicionamento”, que a ser regularizado “pode significar mais 200 ou 400 euros de vencimento” por mês.

“Este reposicionamento deve ter efeitos retroativos a 2018, (…) que foi quando a lei deixou de ser cumprida. Ou seja, estamos a falar em números redondos de 2.800 euros por ano em alguns casos”, disse, sublinhando que o já existem sentenças judiciais que corroboram esta pretensão.

Sobre a adesão à greve de hoje, o sindicalista explicou não ter ainda “dados certos” mas afirmou que, “ao que tudo indica, está a ter grande adesão e em alguns centros de saúde está mesmo a ser de 100%”.

Os enfermeiros exigem ainda a “vinculação definitiva de todos os enfermeiros que atualmente se encontram em situação precária, a consolidação dos enfermeiros em mobilidade” e a “admissão de mais enfermeiros em conformidade com as necessidades assistenciais”, entre outras reivindicações.

Para dia 12 de maio, Dia do Enfermeiro, está já marcada uma greve nacional.

Últimas do País

O Presidente da República lamentou hoje a morte de uma bombeira de Resende, de 24 anos, que combatia um incêndio florestal durante a madrugada naquele concelho.
As aulas foram hoje canceladas em várias escolas do concelho de Vagos, devido a uma infestação de moscas que obrigou à suspensão do serviço de refeições por falta de condições de higiene e segurança alimentar, informou o Agrupamento de Escolas.
O aluno do concelho de Almada com necessidades educativas especiais, cujos pais processaram judicialmente o Ministério da Educação por não ter vaga numa escola, foi colocado, mas continua sem aulas.
O homem acusado de matar a mulher com 17 facadas em agosto de 2025, no Porto, disse hoje ter ficado "cego e descontrolado", acusando a vítima de o tentar agredir primeiro, após discutirem por causa da aliança de casamento.
O protesto fez-se ouvir esta manhã nas imediações de São Bento. Horas depois, os deputados discutem propostas do CHEGA para baixar o IVA dos combustíveis, aplicar IVA Zero ao cabaz alimentar e acabar com as portagens nas duas pontes sobre o Tejo.
O Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) e organismos similares de outros quatro países europeus alertaram hoje, numa declaração conjunta promovida pela instituição portuguesa, que o investimento em defesa "não deve ocorrer à custa da transparência" e integridade.
Trinta mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados hoje na freguesia lisboeta de Alvalade, numa primeira fase de um projeto experimental que tem como objetivo final reduzir a população do mosquito-tigre-asiático, explicou à agência Lusa um dos responsáveis.
Um homem, de 29 anos, foi detido pela GNR por suspeitas de "violência psicológica" sobre a sua mãe, de 50 anos, no concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre, divulgou hoje aquela força de segurança.
Cerca de 300 doentes permanecem nos hospitais psiquiátricos à espera de respostas que permitam a sua saída, constituindo um desafio à desinstitucionalização prevista na reforma da saúde mental.
DJ, atuação musical, coreógrafo, ecrãs gigantes e passarela integraram os dois eventos contratados pela Câmara de Cascais. Primeiro-ministro e Presidente da República marcaram presença na cerimónia oficial.