TAP: Consultoria de Fernando Pinto por 1,6 ME foi “pouco para o que ele merecia”

©facebook.com/tapairportugal

O ex-administrador da TAP Diogo Lacerda Machado considerou que o pagamento de 1,6 milhões de euros ao antigo presidente executivo Fernando Pinto por serviços de consultoria “foi pouco para o que ele merecia”.

“Aquilo que se pagou ao engenheiro Fernando Pinto, na minha opinião, foi pouco para o que ele merecia”, respondeu Diogo Lacerda Machado ao deputado Bernardo Blanco, da Iniciativa Liberal (IL), na comissão de inquérito à TAP.

O advogado foi questionado sobre o contrato de prestação de serviços entre a TAP e Fernando Pinto, após cessar funções como presidente executivo, no valor total de 1,6 milhões de euros, denunciado por Mariana Mortágua, na audição à ex-presidente executiva, Christine Ourmières-Widener, em 04 de abril.

“O senhor engenheiro Fernando Pinto era o depositário da história da TAP dos últimos 18 anos, segundo todo o reconhecimento devido ao engenheiro Fernando Pinto, era provavelmente pouco, porque ele geriu a TAP durante 15 anos, pelo menos, sem um cêntimo de capital”, defendeu, realçando que, enquanto administrador não executivo da companhia aérea, “jamais prescindiria dos conselhos indispensáveis” de Fernando Pinto.

Quanto ao valor da prestação de serviços, Lacerda Machado disse que lhe explicaram depois que correspondia “exatamente” aos encargos que havia com Fernando Pinto enquanto CEO da TAP.

“Já vi contratos de consultoria muitíssimo mais caros”, apontou.

O ex-administrador garantiu ainda que Fernando Pinto ia “muitas vezes à TAP”, na altura da vigência da prestação de serviços, e que teve vários encontros informais com ele.

Lacerda Machado disse mesmo que, se voltasse atrás no tempo, “eventualmente compensaria mais e melhor o engenheiro Fernando Pinto”, destacando ainda a “relação extraordinária” que ele tinha com os sindicatos e com a comunicação social, “que nunca ninguém conseguiu superar”.

Últimas de Economia

O Tribunal de Contas (TdC) disse hoje que uma auditoria à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) verificou que “não foram corrigidas as deficiências no financiamento da atividade reguladora da aviação civil”, como recomendado pela entidade.
Mário Centeno e Santos Pereira só serão ouvidos a 9 de julho, na sequência de um requerimento apresentado pelo CHEGA, para esclarecerem a compra do novo edifício do Banco de Portugal.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou 1.656 milhões de euros em maio, para 288.659 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A prestação da casa vai subir em julho para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
O prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS de 2025 termina esta terça-feira, ao fim de três meses, numa altura em que o Portal das Finanças já recebeu seis milhões de declarações.
A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.
As contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam longe de estar controladas. O défice ultrapassou os mil milhões de euros em 2025 e, na última década, o Estado já foi obrigado a injetar cerca de 7,9 mil milhões de euros para manter o SNS a funcionar.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).