VOX desafia PP a negociar para afastar esquerda

© Facebook/SantiagoAbascalConde

O partido  VOX disse hoje que os resultados “magníficos” que teve nas eleições regionais e locais de domingo permitem construir uma alternativa à esquerda em Espanha e desafiou o Partido Popular (PP), a negociar.

“Hoje é um dia de mão estendida. Houve um partido que ganhou em muitas regiões e em muitas autarquias e que não tem maioria para governar. Esse partido é que tem de dizer se está disposto a construir uma alternativa connosco ou se vai seguir por outro caminho”, afirmou o presidente do VOX, Santiago Abascal, numa declaração aos jornalistas na sede do partido, em Madrid.

O líder do VOX considerou que os resultados de domingo permitem “construir desde autarquias e regiões uma alternativa” à esquerda em Espanha, país que terá legislativas nacionais antecipadas em 23 de julho.

A antecipação das eleições nacionais em seis meses foi anunciada hoje pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, na sequência da derrota dos socialistas, que lidera, nas regionais e locais de domingo.

O PP foi o partido que ganhou as eleições de domingo, mas vai precisar do apoio do VOX para governar várias regiões e municípios.

Já o VOX foi o partido que mais cresceu em relação às anteriores locais e regionais.

O VOX considerou hoje que teve resultados “magníficos” para “a construção de uma alternativa” à esquerda e que o partido é que “confirma a possibilidade de alternativa” aos socialistas em Espanha.

“Essa alternativa existirá onde as outras forças estiverem dispostas a falar connosco com respeito, responsabilidade e patriotismo”, disse Abascal, que considerou que estes aspetos são “mais necessários do que nunca” tendo em conta a antecipação das eleições legislativas nacionais.

O líder do VOX, que se congratulou com a antecipação das legislativas para 23 de julho, assegurou que equipas de negociação do partido  e do PP já iniciaram contactos, na sequência das eleições de domingo.

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, questionado hoje sobre a possibilidade de alianças com a direita, escusou-se a responder de forma direta, remeteu para terça-feira, para uma reunião da direção nacional do PP, a análise dos resultados das eleições de domingo e sublinhou que, porém, “a análise mais fina” cabe às estruturas regionais e locais do partido.

“Vamos respeitar as competências de cada um e a realidade que se desprende das urnas”, afirmou.

Feijóo disse que falou hoje já com o líder do VOX, Santiago Abascal, numa conversa em que se felicitaram mutuamente pelos resultados de domingo mas sobre a qual não deu mais pormenores.

“Como presidente do Governo e também secretário-geral do Partido Socialista, assumo em primeira pessoa os resultados e penso ser necessário dar uma resposta e submeter o nosso mandato democrático à vontade popular”, afirmou hoje Pedro Sánchez, ao anunciar a dissolução do parlamento e a antecipação das eleições legislativas nacionais para 23 de julho.

Na mesma intervenção, Sánchez referiu que os resultados das eleições ditaram o afastamento “de magníficos” presidentes autonómicos e autarcas socialistas do poder e que “numerosas instituições” autárquicas e autonómicas em Espanha passem “a ser administradas por novas maiorias formadas pelo PP e VOX”.

As eleições legislativas espanholas estavam previstas para dentro de seis meses, em dezembro.

Últimas de Política Internacional

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que a Rússia se prepara para lançar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, de acordo com os meios de comunicação locais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca convocou hoje o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos devido a alegadas tentativas norte-americanas de interferência junto da opinião pública da Gronelândia.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou hoje que o Governo iraniano está por trás de ataques antisemitas no país contra a comunidade judaica e anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Camberra.
Trump disse que vários países europeus já mostraram disponibilidade para enviar militares para a Ucrânia, como tal "não será um problema" responder às garantias de segurança exigidas pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje uma frente unida entre europeus e ucranianos em defesa de uma paz que não represente a capitulação da Ucrânia, na véspera da reunião com Donald Trump, na Casa Branca.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse hoje que Putin concordou, na cimeira com Donald Trump, que sejam dadas à Ucrânia garantias de segurança semelhantes ao mandato de defesa coletiva da NATO.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que discutiu formas de terminar a guerra na Ucrânia "de forma justa", na cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira, defendendo a “eliminação das causas iniciais”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que “todos” preferem ir “diretamente para um acordo de paz” e não “um mero acordo de cessar-fogo” para acabar com a “terrível guerra” na Ucrânia.
O futuro da Ucrânia passa hoje pelo Alasca, uma antiga colónia russa onde os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia se vão reunir sem a participação do país invadido por Moscovo.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que qualquer acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia terá de passar por uma cimeira com os homólogos russo e ucraniano, após a cimeira bilateral na sexta-feira.