CP garante que postos de trabalho dos revisores “nunca estiveram em risco”

©CP-Comboios de Portugal

Os postos de trabalho dos revisores da CP “nunca estiveram em risco” e a empresa está “em processo de recrutamento” com 70 vagas abertas para a profissão, disse hoje à Lusa Bruno Martins, porta-voz da transportadora ferroviária.

Em declarações por escrito, em dia de greve do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), o responsável disse que “a CP tem um compromisso sólido com a equidade no tratamento de todos os seus trabalhadores, independentemente da sua função ou categoria”.

Na terça-feira, Luís Bravo, do SFRCI, em declarações à Lusa, disse que a estrutura mantinha a greve de hoje, apesar de os outros sindicatos terem decidido suspender a paralisação.

“Fomos afetados com a questão da retirada dos revisores das marchas, vamos perder postos de trabalho e estamos a ser, na distribuição do aumento complementar, discriminados face a outros trabalhadores”, lamentou.

Segundo Bruno Martins, “o facto de todos os sindicatos, exceto o SFRCI, terem assinado o acordo salarial, é uma clara demonstração do compromisso da CP com a valorização e equidade dos seus trabalhadores”.

O porta-voz da operadora rejeitou que estivessem postos de trabalho em perigo. “Na CP, os postos de trabalho dos nossos revisores nunca estiveram em risco. Pelo contrário, estamos em processo de recrutamento para aumentar a nossa equipa, com 70 novas vagas abertas para revisores”, garantiu.

Bruno Martins disse ainda, acerca de uma questão contestada pelos sindicatos, que quando se fala “em ‘agente único’ nas marchas em vazio” em causa estão “comboios sem passageiros, a caminho das oficinas ou parques de estacionamento”, garantindo que se trata de “um procedimento de gestão e otimização de recursos”.

“A CP já realiza marchas em vazio há mais de 20 anos. Durante todo este tempo, a segurança dos nossos passageiros nunca esteve em causa, pois essas viagens são feitas com comboios vazios, ou seja, sem passageiros a bordo”, garantiu.

Bruno Martins disse ainda que “todos os trabalhadores da CP irão receber um aumento intercalar médio de cerca de 50 euros”, salientando que “isso significa que, em média, cada trabalhador terá um aumento de cerca de 140 euros em 2023”.

Na terça-feira, referindo-se à decisão do Estado de conceder um aumento intercalar de 1%, Luís Bravo disse que a CP, com a “urgência do acordo com o sindicato dos maquinistas”, acabou por “absorver grande parte desse orçamento”, ficando os outros trabalhadores “muitos lesados”.

“Há esta falta de equidade que está a gerar desigualdades incompreensíveis. E põe em causa os nossos postos de trabalho”, disse, indicando que “o secretário de Estado ouviu, está a avaliar as questões”, mas não deu ainda resposta.

Por isso, “não temos condições para levantar o pré-aviso”, concluiu.

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF) e o SINFA – Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins decidiram desconvocar a greve depois de uma reunião com o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, esta terça-feira.

Últimas do País

A afluência às urnas na segunda volta das eleições presidenciais situava-se, até às 16h00 de hoje, nos 45,50%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, em linha com o que se registou na primeira volta.
As aldeias de Casebres, Vale de Guizo e Arez, no concelho de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, ficaram hoje sem água atmosférica devido a um abastecimento de água que rebentou, segundo o vereador da Proteção Civil.
O Governo colocou 48 concelhos de Portugal continental em situação de contingência até ao dia 15 devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, segundo um despacho publicado em Diário da República.
A afluência às urnas na segunda volta das eleições presidenciais situava-se, até às 12h00 de hoje, nos 22,35%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou na primeira volta.
Cerca de 76 mil clientes das E-Redes no território continental, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 08:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.
A queda de árvores na noite de hoje deitou abaixo fios de tensão média que já tinham sido repostos, provocando um retrocesso na restauração da energia elétrica no Município de Pombal, disse a vice-presidente da câmara, Isabel Marto.
As provas-ensaio de Monitorização de Aprendizagens (ModA), que deveriam realizar-se este mês, foram adiadas para abril devido às tempestades que atingiram várias zonas do país, destruindo escolas e afetando a vida dos alunos, famílias e profissionais.
Cerca de 2.600 militares estão no terreno para apoio direto às populações afetadas pelas tempestades que têm assolado Portugal continental, em 40 municípios, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
O hospital de Leiria recebeu quase um milhar de feridos com traumas desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, de acordo com informação dada hoje na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.
Quase 900 pessoas tiveram de ser realojadas desde domingo devido ao mau tempo em Portugal continental, anunciou hoje o comandante nacional da Proteção Civil.