Adesão à greve dos farmacêuticos ronda os 85%

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A adesão à greve dos farmacêuticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que hoje decorre, ronda os 85% a nível global, havendo unidades com valores próximo dos 100%, segundo o sindicato que convocou a paralisação.

“Neste momento estamos com cerca de 85% de adesão global à greve, sendo que há instituições em que se aproximam muito dos 100% e, obviamente, há outras em que a adesão é menor”, disse à agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, Henrique Reguengo.

O responsável considera igualmente que estes valores são “mais uma demonstração” de que os farmacêuticos do SNS “estão claramente com o sindicato nesta luta”.

Disse igualmente que o sindicato ainda não fez ainda uma análise mais detalhada dos dados, que conta ter mais para o final do dia.

“Mas, no global, efetivamente, aquilo que se verifica é que os farmacêuticos continuam a apoiar claramente esta posição do sindicato, (…) apesar desta falta de diálogo (…) da parte do Governo”, acrescentou.

Questionando sobre se teme que os profissionais desanimem, afirmou: “Aparentemente, as pessoas ainda acreditam que, mesmo com maioria absoluta, poderá ser possível trazer o Governo a um diálogo”.

Os farmacêuticos do SNS regressaram hoje à greve – depois de uma paralisação inédita em outubro e novembro do ano passado, que teve uma adesão de 90% – no primeiro de três dias intercalados e em modalidades diferentes.

Hoje, a greve abrange todo o território continental e regiões autónomas. O segundo dia será a 27, abrangendo os distritos de Beja, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal e as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Finalmente, no dia 29, a paralisação decorrerá nos distritos de Braga, Bragança, Porto Viana do Castelo e Vila Real, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

Depois de uma reunião, em janeiro, com a tutela da Saúde considerada pelo sindicato uma “absoluta desilusão”, a estrutura sindical diz que houve outras reuniões entretanto, mas sublinha que em nenhuma houve avanços efetivos nas negociações, considerando que há “falta vontade política ao ministro da Saúde” para resolver a situação.

A valorização da profissão, com a consequente revisão e atualização das grelhas salariais face às habilitações académicas e profissionais dos farmacêuticos, a contagem integral do tempo de serviço no SNS para efeitos de promoção e progressão na carreira e a vinculação efetiva dos farmacêuticos a exercer nos serviços públicos com contratos precários são algumas das reivindicações.

Além disso, exigem a adequação do número de farmacêuticos no SNS às necessidades e complexidade das atividades farmacêuticas desenvolvidas, o reconhecimento e homologação dos títulos de especialista atribuídos pela Ordem dos Farmacêuticos e a definição e regulamentação de um “processo especial e transitório para regularização do acesso à especialidade/residência farmacêutica por parte dos farmacêuticos contratados após 01 de março de 2020”.

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