PJ alerta para aumento da oferta de droga e pede mais meios para combate

© Facebook da Polícia Judiciária

A Polícia Judiciária (PJ) alertou hoje para o aumento da circulação de droga, que já levou este ano à apreensão de praticamente a mesma quantidade de estupefacientes apreendida em 2022, defendendo mais meios para o combate ao tráfico.

Em conferência de imprensa realizada na sede da direção nacional da PJ, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), Rui Sousa, sublinhou que já foram apreendidas cerca de 40 toneladas de droga em Portugal nos primeiros seis meses deste ano, com destaque para o haxixe e a cocaína.

“Em algumas drogas há já uma quantidade apreendida superior ao ano passado, sobretudo haxixe. Em relação à cocaína ainda não é superior ao valor do ano passado, mas é já bastante considerável”, referiu o responsável da PJ, apresentando as explicações para a realidade atual: “Será um conjunto de várias coisas: um aumento da oferta dos países produtores e um aumento da capacidade e da eficácia das autoridades envolvidas no combate”.

Rui Sousa sinalizou ainda que a cocaína é sobretudo proveniente de países da América do Sul e Caraíbas, enquanto o haxixe que tem chegado a Portugal provém maioritariamente de Marrocos. O coordenador da UNCTE realçou a “grande tradição de cooperação internacional” no combate ao narcotráfico, mas destacou a importância de as autoridades portuguesas disporem de mais meios face ao aumento da oferta de droga.

“Queremos sempre mais meios. É a nossa função combater este fenómeno; nós, o Ministério Público, as outras autoridades envolvidas, todos nós pugnamos por mais meios. Entendemos que é um bom trabalho que tem sido feito até esta data, mas claro que, se tivéssemos mais meios, se calhar poderíamos fazer melhor. Pugnamos sempre por mais meios”, disse, avisando também para “um crescimento” das apreensões de drogas sintéticas nas regiões autónomas.

O alerta da PJ acontece, precisamente, no Dia Internacional Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, com as autoridades a assinalarem a data com a incineração de cerca de seis toneladas de vários tipos de droga apreendida durante os últimos meses numa estação de tratamento do lixo nos arredores de Lisboa.

“Quase todos os meses fazemos uma queima de droga. Hoje, especialmente para assinalar este dia, resolveu-se fazer uma queima também porque temos muito estupefaciente apreendido e que tem de ser destruído”, explicou.

A destruição dos estupefacientes decorreu sob a supervisão de uma comissão constituída por um magistrado do Ministério Público, um investigador da PJ e um perito do Laboratório de Polícia Científica.

Em 2022 foram apreendidas quase 42 toneladas de droga, segundo o relatório de 2022 de Combate ao Tráfico de Estupefacientes em Portugal, que reúne os dados das apreensões de droga realizadas por PJ, GNR, PSP, Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e ainda por outras entidades do Estado, como a Polícia Marítima (PM) e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Últimas do País

O ministro da Administração Interna assinou, a 6 de agosto, um despacho sobre a organização e fiscalização do SIRESP que nunca chegou a ser publicado no Diário da República.
Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.
O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.
As autoridades já apreenderam mais de 42 toneladas de cocaína desde o início do ano, um volume que evidencia a dimensão das operações de combate ao tráfico de droga. Os números colocam novamente em destaque a atividade das redes internacionais de narcotráfico e a importância da fiscalização das rotas de circulação de estupefacientes.
André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.