Comissão de utentes considera que Bombarral não tem condições para receber hospital

©D.R.

A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste não contesta a escolha do Bombarral para a construção do novo hospital do Oeste, mas duvida das condições do concelho para receber uma unidade de grandes dimensões.

O porta-voz da Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste, Vítor Dinis, disse hoje à agência Lusa “respeitar” a decisão de localizar o novo Hospital do Oeste no Bombarral, já que “sempre defendeu, e continua a defender, um novo hospital independentemente da sua localização”.

Vítor Dinis reagia ao anúncio feito na terça-feira pelo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, de que a Quinta do Falcão, um terreno de 54 hectares localizado no Bombarral, foi escolhido para a construção do novo hospital para servir toda a região do Oeste.

O porta-voz da comissão de utentes manifestou reservas sobre a preparação daquele concelho do distrito de Leiria para receber uma unidade que, segundo o ministro, terá cerca de 480 camas e mais especialidades do que as que atualmente existem nos três hospitais do Centro Hospitalar do Oeste (CHO).

“Cabe ao Governo decidir e fazer projetos mas, se o Governo entende que sim [que o concelho está estruturalmente preparado], a comissão entende que não”, disse Vítor Dinis.

Para receber um hospital de grande dimensão “são precisos vários requisitos, entre eles uma localização que permita, de uma forma abrangente, receber mais pessoas e ter outras condições que o Bombarral não tem”, acrescentou.

Vítor Dinis acredita que, independentemente da localização, o futuro hospital do Oeste venha a ser uma unidade “de excelência”, mas duvida que o mesmo possa ser construído nos próximos cinco anos, depois de a região ter estado “desprezada há mais de 50 anos, a nível de saúde”.

O porta-voz da comissão vincou ainda a necessidade de “transformar em polos de apoio” os três hospitais que serão desativados, sugerindo que neles possam ser instaladas unidades de cuidados continuados ou, no caso das Caldas da Rainha, uma unidade de fisioterapia ligada ao Hospital Termal.

O novo hospital deverá substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

A unidade era reclamada há décadas e, em novembro de 2022, a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) entregou ao Ministério da Saúde um estudo encomendado à Universidade Nova de Lisboa para ajudar o Governo a decidir a localização.

O documento, que apontava o Bombarral como a localização ideal, foi contestado pelas câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos, que em março deste ano entregaram ao ministro um parecer técnico a criticar os critérios utilizados no estudo e a defender a construção do novo hospital na confluência daqueles dois concelhos.

A decisão anunciada na terça-feira pelo ministro não reúne consenso entre os 12 municípios do Oeste estando a autarquia das Caldas da Rainha a apelar aos partidos, movimentos cívicos e população para que não se resignem com a escolha do Bombarral.

Últimas do País

O CHEGA questionou o Governo sobre a falta de viaturas operacionais ao serviço da Polícia de Segurança Pública (PSP) na ilha Terceira, nos Açores, na sequência de alertas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.
Os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real vão estar domingo sob aviso laranja, mantendo-se 14 distritos hoje sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana (GNR) montou uma megaoperação de prevenção e localização rápida de fogos florestais para responder à forte subida das temperaturas prevista para os próximos dias. O plano de contingência conta com a mobilização diária de 210 patrulhas móveis da Guarda e o apoio estratégico de mais 20 patrulhas das Forças Armadas.
Sondagem da Aximage e Intercampus coloca André Ventura isolado como principal rosto da oposição ao Governo. Líder do CHEGA regista 54% das preferências, mais do dobro de José Luís Carneiro, e surge em empate técnico com Luís Montenegro na confiança para chefiar o Executivo.
Uma rapariga e um rapaz, ambos de 17 anos, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) por serem “fortemente indiciados” da prática de um crime de incêndio, no concelho de Almada, foi hoje anunciado.
O Livro de Reclamações Eletrónico registou mais de duas mil ocorrências sobre táxis e TVDE em 2025, o que revela um aumento de 25% face ao ano anterior, com a faturação a liderada pelas reclamações, foi divulgada hoje.
Os sete detidos em Lousada na operação da GNR que culminou com o encerramento de nove residências que funcionavam como lares ilegais, estão indiciados por associação criminosa, por 178 crimes de maus-tratos e alguns por homicídio.
A Autoestrada 6 (A6) está cortada ao trânsito em ambos os sentido entre os quilómetros 17 e 18, junto a Vendas Novas, no distrito de Évora, devido a um incêndio em pasto, revelou fonte da Proteção Civil.
Um homem de 37 anos foi detido pela GNR por suspeitas de violência doméstica, no concelho de Sines, distrito de Setúbal, contra a sua companheira, de 27 anos, divulgou hoje aquela força de segurança.
André Ventura afirmou hoje que o CHEGA “não se vende, nem verga” e justificou o voto contra a revisão da lei laboral dizendo que quem não aceita descer a idade da reforma não conta com o partido.