Pedro Nuno volta hoje ao lugar de deputado e diz-se sem queixas de Costa

© Folha Nacional

Pedro Nuno Santos regressa hoje ao parlamento para assumir o lugar de deputado do PS, seis meses depois de se ter demitido do Governo por causa da indemnização paga a Alexandra Reis para abandonar a TAP.
Cabeça de lista socialista pelo círculo de Aveiro nas últimas eleições legislativas, o ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação substitui Rosa Venâncio na Assembleia da República, após seis meses em que pediu a suspensão do seu mandato de deputado.E já fez saber que neste seu regresso não quer interferir nas áreas governativas que estiveram sob a sua direta tutela e que volta ao parlamento sem razões para se queixar de falta de solidariedade por parte do primeiro-ministro, António Costa.

Há cerca de três semanas, na comissão parlamentar de inquérito sobre a TAP, Pedro Nuno Santos declarou: “Tinha e tenho uma boa relação com o primeiro-ministro (…) Nunca senti falta de solidariedade do primeiro-ministro”.

Também o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, em recente entrevista à TSF, optou por desdramatizar a presença de Pedro Nuno Santos na bancada do PS, contrapondo mesmo que “fica sempre mais forte quando acolhe um quadro do partido qualificado, com experiência governativa”.

Como ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos esteve diretamente envolvido em dois dos casos que mais afetaram a estabilidade interna do executivo de maioria absoluta de António Costa.

O primeiro foi no final de junho do ano passado quando publicou uma portaria sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa sem conhecimento prévio do primeiro-ministro e em contradição direta com a garantia por este deixada de que a escolha por parte do Estado seria feita através de um processo consensualizado com o PSD.

Em 28 de dezembro passado, demitiu-se depois de se saber que o seu secretário de Estado, Hugo Mendes, tinha acompanhado o processo para o pagamento a Alexandra Reis de uma indemnização de meio milhão de euros para sair da administração da TAP.

Semanas depois da sua demissão, supostamente depois de consultar as suas mensagens de WhatsApp, o próprio Pedro Nuno assumiu que também ele, afinal, tinha conhecimento de que essa indemnização tinha sido paga à ex-secretária de Estado do Tesouro.

Secretário-geral da JS sob a liderança de José Sócrates no PS, deputado desde 2005, apoiante e depois opositor do ex-líder António José Seguro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares logo no primeiro executivo da “Geringonça”, Pedro Nuno Santos começou a posicionar-se como potencial candidato à sucessão de António Costa já há cinco anos, no congresso de 2018.

No plano político, em vários momentos procurou traçar linhas de demarcação ideológicas face às direções de António Costa, das quais se destacam aqui apenas algumas.

Em plena campanha nas eleições europeias de 2019, criticou os acordos dos socialistas europeus com o Partido Popular Europeu (PPE) e forças liberais; após as legislativas de 2019, lamentou a ausência de um acordo escrito com o Bloco de Esquerda para a formação do segundo Governo minoritário do PS; mesmo após a última crise política, com o chumbo do Orçamento para 2022, continuou a defender a “Geringonça” como solução governativa.

Nas sessões do PS em que discursa, deixa normalmente um aviso aos militantes mais liberais ou de centro-esquerda: “O PS tem duas letras: P de partido, S de socialista. Não tem mais nenhuma letra”.

No PS são também realçados alguns dos seus discursos de tendência mais neomarxista, como aqueles em que coloca em confronto as operárias gaspeadeiras e os patrões do calçado. Embora, em outras circunstâncias, também elogie o contributo do setor do calçado para as exportações nacionais, e tenha terminado as suas funções de ministro a defender a reprivatização parcial da TAP.

Últimas de Política Nacional

Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Lisboa, Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.
José Manuel Fernandes tem dois imóveis na capital e mais de 43 mil euros anuais em rendimentos prediais, mas recebe 724 euros por mês de subsídio de alojamento. É um dos 19 governantes abrangidos por uma regra de 1980 que continua a permitir compensações mesmo a quem já tem casa em Lisboa.
As propostas apresentadas pelo CHEGA na Câmara Municipal da Amadora para reforçar a transparência e prevenir a corrupção deram um passo em frente e podem vir a traduzir-se em novos mecanismos de controlo na gestão autárquica.
André Ventura anunciou a recandidatura à liderança do CHEGA e a convocação de um congresso eletivo para maio. O líder da oposição diz que o partido entra num “novo ciclo”, reafirma a luta contra corrupção, subsidiodependência e ideologia de género e garante: “Vencer é condição para transformar”.
A Direção Nacional do CHEGA vai propor a realização da próxima convenção do partido nos dias 08, 09 e 10 de maio, para eleger eleitos novos órgãos, meses depois de André Ventura ter anunciado a recandidatura à liderança.
Famílias e empresas que vivem em concelhos atingidos por fenómenos meteorológicos extremos poderão ficar isentas de pagar Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) no próximo ano. A proposta é do CHEGA que apresentou na Assembleia da República um projeto de lei para criar um regime excecional de isenção fiscal em 2026.
Milhares de profissionais de segurança privada que trabalham diariamente em centros comerciais, hospitais, aeroportos e transportes de valores poderão vir a receber um subsídio de risco e passar a usar meios de defesa não letais em serviço. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA através de um projeto de lei que altera o regime jurídico da segurança privada e a legislação sobre armas e munições.
O Executivo contratou serviços de maquilhagem e cabeleireiro para garantir “qualidade de imagem” em conferências de imprensa. O contrato prevê a realização de 50 sessões ao longo de um ano, ao valor de 230 euros por sessão.