TAP: Sindicato dos tripulantes diz que relatório preliminar tem “omissões e inverdades”

©facebook.com/tapairportugal

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse hoje sentir-se enganado e usado por considerar que o relatório preliminar da comissão de inquérito à TAP tem “omissões e inverdades”, que desrespeitam os trabalhadores.

“Depois de uma primeira leitura do Relatório Preliminar da Comissão de Inquérito à TAP, o SNPVAC lamenta que o mesmo seja um documento com tamanha ligeireza, falta de rigor, omissões e inverdades, que mais não são que uma falta de respeito para com os tripulantes de cabine da TAP, os trabalhadores do grupo TAP, os portugueses e contribuintes”, lê-se em comunicado enviado aos associados, a que a Lusa teve acesso.

A direção do SNPVAC disse também sentir-se “enganada e usada”, dado que as seis páginas e meia do relatório com 180 páginas dedicadas ao plano de reestruturação – que envolveu um despedimento coletivo e um corte salarial de 25% – não refletem o que foi dito nas audições da comissão de inquérito.

“Não compreendemos como é possível não constar neste relatório a informação oficial de que Bruxelas [Comissão Europeia] sugeriu e defendeu outras soluções — menos duras e onerosas para os trabalhadores do grupo TAP, no âmbito das negociações do plano de reestruturação”, refere o sindicato dos tripulantes de cabine.

A estrutura lembrou que na sua audição, em 26 de abril, foi entregue um documento à comissão de inquérito onde está plasmada a sugestão da Comissão Europeia ao Governo e à administração da TAP de se adotar “outro tipo de medidas que compensariam os cortes draconianos que foram infligidos aos trabalhadores da TAP”.

“Hoje sabemos que o Governo optou pelo corte nos salários dos trabalhadores, quando poderia ter mitigado esta situação com outras alternativas propostas por Bruxelas. […] Como é que uma informação tão impactante na vida dos trabalhadores do grupo nos últimos três anos, não teve qualquer relevância neste relatório?”, apontou o sindicato, considerando que o documento elaborado pela deputada socialista Ana Paula Bernardo, entregue na terça-feira, confirmam “os receios e as críticas feitas pela direção do SNPVAC” ao longo das audições do inquérito: “houve muita política e pouca TAP”.

Últimas de Economia

A produção industrial recuou em maio 1,2% na zona euro e 0,3% na União Europeia (UE), face ao mês homólogo, divulga hoje o gabinete europeu de estatísticas, Eurostat.
O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.
Dois anos após o lançamento das primeiras medidas da AD, os preços das casas continuam a subir a dois dígitos, num mercado onde a procura aumentou, mas a oferta continua sem responder.
Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal (BdP), disse que, com base nos valores da solução anunciada hoje por Álvaro Santos Pereira para Entrecampos, os edifícios cuja compra decidiu no ano passado já valorizaram 10 milhões de euros.
O número de turistas chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).