Fogo em Almodôvar mobiliza 375 operacionais e 13 meios aéreos

©Florestas

O incêndio que está a lavrar desde o início da tarde de hoje no concelho de Almodôvar (Beja) mobiliza 375 operacionais e 13 meios aéreos, segundo a página da Internet da Proteção Civil, consultada pela agência Lusa.

O incêndio, que está a lavrar na freguesia rural de Santa Clara-a-Nova e Gomes Aires – Monte dos Medronhais, em Almodôvar, estava, às 19:22, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil na Internet, a ser combatido por 375 operacionais, apoiados por 119 veículos e 13 meios aéreos.

Fonte do Comando Territorial de Beja da GNR disse à Lusa que um incêndio numa autocaravana que circulava na Autoestrada 2 (A2) terá provocado o fogo que está a lavrar neste concelho do Baixo Alentejo.

A mesma fonte explicou que, na sequência do incêndio numa autocaravana, “as chamas alastraram e pegaram à berma”, tendo depois progredido para a zona de mato, eucaliptos e pinheiros.

O alerta para o incêndio foi dado às 12:02 e, segundo disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, o fogo contava pelas 14:30 com três frentes ativas.

“Os acessos e os ventos fortes favoráveis ao incêndio são os principais problemas com que se deparam no terreno os operacionais”, acrescentou a mesma fonte, na altura.

Entretanto, em declarações à RTP3, o comandante José Ricardo Horta, do Comando Sub-regional do Baixo Alentejo, disse que uma descarga de água atingiu um bombeiro, que foi transportado para o Hospital de Beja para ser assistido.

Este incêndio obrigou ainda ao corte da A2, em ambos os sentidos, mas a circulação já foi retomada.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.