Ventura diz que CHEGA “está indisponível” para acordos com Albuquerque

O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido “está indisponível” para acordos e entendimentos com Miguel Albuquerque, e defendeu que o líder do PSD/Madeira deve demitir-se com “efeitos imediatos”.

© Folha Nacional

“Quero deixar claro, olhos nos olhos, após conversa que tive há minutos com o novo líder parlamentar do CHEGA da Madeira, o Miguel Castro, que o Chega está indisponível para fazer qualquer acordo, qualquer coligação, qualquer entendimento com Miguel Albuquerque”, disse André Ventura, numa declaração aos jornalistas na sede nacional do CHEGA, em Lisboa.

Após conhecidos os resultados das legislativas na região autónoma, onde a coligação PSD/CDS falhou a maioria absoluta (24 deputados), Ventura defendeu que, em nome da “coerência em política, Miguel Albuquerque deve demitir-se das suas funções de presidente do Governo Regional e de líder do PSD/Madeira com efeitos imediatos”.

“Em política, as palavras têm de ter consequências”, defendeu, lembrando que o dirigente social-democrata disse que recusaria governar e se demitiria da liderança do PSD/Madeira caso a coligação que liderou não conseguisse maioria absoluta.

Últimas de Política Nacional

André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.