Governo destina 23,2 milhões para 29 mil computadores para as eleições europeias

A Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna abriu hoje um concurso público para aquisição de 29.000 computadores para as eleições europeias de 2024, no valor de cerca de 23,2 milhões de euros.

© DR

O concurso público, hoje publicado em Diário da República, tem como objeto a aquisição de computadores e respetivos serviços para suporte aos cadernos eleitorais desmaterializados e tem um prazo de execução de três meses.

Este concurso público surge após o Governo ter aprovado, no Conselho de Ministros de 24 de agosto, uma autorização para a compra de 29.000 equipamentos informáticos para as assembleias de voto, até ao montante máximo de 23.200.000 euros, acrescidos de IVA, no âmbito da desmaterialização dos cadernos eleitorais nas eleições europeias de 2024.

Segundo o Governo, esta autorização permitirá à Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, a quem compete a organização dos processos eleitorais de âmbito regional, nacional e da União Europeia, dotar as 13.500 assembleias de voto com os equipamentos informáticos necessários para que a eleição de 09 de junho do próximo ano para o Parlamento Europeu ocorra já sem cadernos eleitorais físicos.

O Executivo tem como objetivo que nas eleições europeias seja possível a utilização de cadernos eleitorais desmaterializados em todas as assembleias de voto, ou seja, uma versão digital em computador, o que permitirá exercer o direito de voto em mobilidade, no dia da eleição, em qualquer mesa de voto constituída.

O Governo indica que “há ainda um conjunto de medidas já em curso para implementação destes cadernos, como sejam a preparação de cursos de formação online e gratuitos para os cerca de 67.500 membros das mesas que normalmente apoiam as eleições a nível nacional”.

Últimas de Economia

Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.