PM polaco rejeita conclusões sobre migrações

O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, exprimiu hoje a sua rejeição pelas “conclusões” sobre migrações na cimeira da União Europeia (UE) em Granada.

@ Facebook Mateusz Morawiecki

 

“Sou o primeiro-ministro da República da Polónia. Sou responsável pela segurança da Polónia e dos seus cidadãos”, indicou Morawiecki na rede social X.

“Por esse motivo, como político responsável, rejeito [em maiúsculas] oficialmente todo o parágrafo sobre migrações das conclusões da cimeira”, indicou o primeiro-ministro polaco.

A pressão da Polónia e Hungria levou hoje à retirada de um parágrafo sobre as migrações da declaração final do Conselho Europeu informal de Granada, por estes países contestarem as novas regras migratórias e defenderem uma votação por unanimidade.

A informação foi avançada à agência Lusa por fontes europeias, que indicaram que a Declaração de Granada – assim designada numa alusão à cidade espanhola onde decorreu a cimeira informal – foi aprovada por unanimidade, com exclusão do parágrafo das migrações.

Esse parágrafo foi antes substituído por uma declaração do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, sobre a questão migratória, de acordo com as mesmas fontes.

Este foi sempre o ponto de maior discórdia da reunião de hoje, por Varsóvia e Budapeste insistirem numa menção à necessidade de consenso, face à contestação da votação por maioria qualificada. Com unanimidade, Hungria e Polónia podem vetar.

O parágrafo referia que “a migração é um desafio europeu que exige uma resposta europeia”, nomeadamente no que toca à migração irregular, que “deve ser abordada de imediato e de forma determinada”.

Logo à chegada ao encontro, os primeiros-ministros da Hungria e da Polónia disseram que não há possibilidade de acordo para um pacto de migração e asilo na União Europeia e que vetam “rotundamente” o entendimento anunciado esta semana.

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