Portugal e Roménia assinam acordos sobre renováveis e investimentos

Os governos português e romeno assinaram hoje dois acordos de cooperação sobre o desenvolvimento de energias renováveis e a promoção de investimentos externos, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo chefe de Estado da Roménia, Klaus Iohannis.

© Facebook de Klaus Iohannis

Estes dois memorandos foram assinados após uma reunião em São Bento, em Lisboa, entre António Costa e Klaus Iohannis, em que também estiveram presentes pelo lado nacional os ministros dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro.

O memorando sobre energias visa reforçar a cooperação, incluindo a de caráter institucional, nos planos bilateral e da União Europeia, e abrange a promoção de “consultas entre as partes com vista ao apoio de objetivos europeus comuns em matéria de política energética”.

Os governos de Portugal e da Roménia, entre outros objetivos, pretendem explorar a promoção de projetos de energia azul, promover a troca de conhecimentos em matéria de gás natural liquefeito e desenvolver programas de formação e de peritos.

Já no que respeita ao memorando entre a Agência de Investimento para o Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a sua congénere romena, a ARICE, procura desenvolver a cooperação mútua em matéria de troca de informações económicas, promoção de investimentos, organização e informação sobre eventos relevantes.

Com este acordo, segundo o texto do memorando, os governos de Lisboa e de Bucareste pretendem “reforçar a promoção da troca de experiências e conhecimento entre as empresas dos dois mercados”.

No sábado, numa conferência de imprensa conjunta com o chefe de Estado romeno, no Palácio de Belém, em Lisboa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, frisou que Portugal apoia a pretensão da Roménia de entrar no Espaço Schengen e na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“A adesão a Schengen [espaço que abrange 26 países europeus, 22 dos quais membros da União Europeia] continua a ser uma prioridade”, vincou, por seu lado, o chefe de Estado romeno, Klaus Iohannis, agradecendo o apoio de Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa e Klaus Iohannis salientaram ainda que ambos os países concordaram também sobre “a importância estratégica” do alargamento da União Europeia a Leste (nomeadamente à Ucrânia e à Moldova) e aos Balcãs Ocidentais.

Klaus Iohannis defendeu concretamente a abertura de negociações com vista à adesão de Ucrânia e Moldova “até final do ano”.

Sobre as relações bilaterais, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se a dois dos acordos de hoje, tendo como objetivo central o investimento económico.

“É forte a presença portuguesa na Roménia” em áreas como a economia verde, o desenvolvimento sustentável e as energias renováveis, realçou Marcelo Rebelo de Sousa.

“As nossas empresas estão na Roménia e estão felizes por estarem na Roménia”, acrescentou.

Últimas de Economia

Os 60 membros do Governo que está a alterar as leis do arrendamento declaram 436 imóveis, avaliados em quase 23 milhões de euros. Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública e que recebeu 12 milhões de euros em suplementos quando dirigia os Recursos Humanos da RTP, lidera a lista com 62 propriedades. Luís Montenegro surge logo a seguir, com 55 imóveis declarados.
Quase cinco mil milhões de euros continuam por recuperar. Montante cobriria o orçamento anual do Ensino Superior, Ciência e Inovação e grande parte das despesas do Ministério da Economia.
Venda de ouro confiscado pelas autoridades faz disparar receitas públicas, com valores quatro vezes superiores aos registados dois anos antes.
Aumento salarial promete mais dinheiro ao fim do mês, mas a subida dos preços deverá reduzir para metade a melhoria real do poder de compra.
Sondagem da Pitagórica para a TVI/CNN indica que mais de 80% dos portugueses concordam com a redução dos impostos sobre os combustíveis, medida defendida pelo CHEGA e rejeitada por PS e PSD no Parlamento.
BPN e Banif desapareceram há anos, mas continuam a pesar nas contas públicas. O Governo prevê gastar 334 milhões de euros em 2027, enquanto permanecem por recuperar mais de 8,6 mil milhões de euros em apoios do Estado.
O preço por litro de gasóleo deverá subir 4,5 cêntimos, segundo estimativas do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Arrendamento regista uma subida superior a 76% em apenas cinco anos, segundo o Jornal de Notícias.
Grupo alemão poderá pagar 1.201 milhões de euros por 49,9% da TAP, que dispõe de 1.222 milhões em liquidez.
Em 2025, em Portugal, "mais de 500 mil pessoas viviam com menos de 482 euros por mês", considerada uma situação de pobreza preocupante, anunciou hoje Paula Cruz, da EAPN Portugal – Rede Europeia Anti Pobreza.