Falta de médicos fecha de novo urgências Ginecológica/Obstétrica e Pediátrica de Leiria

A Urgência Ginecológica/Obstétrica do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) está fechada até segunda-feira e a Urgência Pediátrica vai fechar 24 horas a partir de domingo devido à falta de médicos, divulgou aquela unidade de saúde.

© D.R.

“Informa-se que a Urgência Ginecológica/Obstétrica encontra-se encerrada entre as 09:00 de quinta-feira, dia 09 de novembro, até às 09:00 de segunda-feira, dia 13 de novembro, devido à falta de recursos humanos médicos”, anunciou o CHL numa publicação na rede social Facebook.

Às grávidas ou utentes com problemas urgentes do foro ginecológico, o CHL recomendou que contactem a Linha SNS 24 (808242424), que “poderá dar todo o apoio especializado e encaminhamento para a unidade de saúde mais apropriada”.

“Em situações urgentes, as utentes poderão dirigir-se à Maternidade Dr. Bissaya Barreto ou à Maternidade Dr. Daniel de Matos”, ambas sediadas em Coimbra, explicou o CHL.

Segundo o CHL, apesar dos constrangimentos anunciados e da necessidade de adaptar a sua capacidade de resposta na Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos entre hoje e as 09:00 de segunda-feira, “continua a estar garantida toda a atividade assistencial e programada, pelo que o acompanhamento e os cuidados prestados às grávidas e utentes na área da Ginecologia, no âmbito da consulta externa, não serão afetados por esta contingência, estando assegurada a capacidade de resposta nestas áreas”.

“Os constrangimentos em causa afetarão unicamente o funcionamento da Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e do Bloco de Partos”, esclareceu o CHL.

Ainda na mesma rede social, o CHL anunciou que a Urgência Pediátrica “encontra-se encerrada entre as 09:00 de domingo, dia 12 de novembro, até às 09:00 de segunda-feira, dia 13 de novembro, devido à falta de recursos humanos médicos”.

O CHL aconselha o contacto com a Linha SNS 24, sendo que, em situações urgentes, as pessoas podem dirigir-se ao Hospital Pediátrico de Coimbra.

O encerramento destes dois serviços de urgência já tinha ocorrido este mês: entre os dias 02 e 06 no caso da Urgência Ginecológica/Obstétrica e entre os dias 05 e 06 na Urgência Pediátrica. Em ambas as situações, a justificação do CHL foi a falta de médicos.

Mais de 30 hospitais de norte a sul do país estão a enfrentar constrangimentos e encerramentos temporários de serviços devido à dificuldade de as administrações completarem as escalas de médicos.

Em causa está a recusa de mais de 2.500 médicos em fazerem mais do que as 150 horas extraordinárias anuais a que estão obrigados.

Esta crise já levou o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Fernando Araújo, a admitir que novembro poderá ser dramático, caso o Governo e os sindicatos médicos não consigam chegar a um entendimento.

Últimas do País

A PSP deteve na sexta-feira, na freguesia de Campo de Ourique, três homens e uma mulher, entre os 23 e 55 anos, por serem suspeitos de tráfico de droga e apreenderam mais de duas mil doses de heroína e cocaína.
A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afetadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.
A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou hoje que vários utentes oncológicos do Hospital de Braga estão sem medicamentos desde quinta-feira, mas o hospital nega "rutura de fármacos" e diz que há "apenas uma gestão criteriosa".
As águas estão a baixar consideravelmente no vale do Mondego, mas ainda vai demorar algumas semanas até a situação normalizar, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo.
A Casa do Douro alertou hoje para a “situação de emergência vívida” nesta região, onde o mau tempo destruiu vinhas, derrubou muros e taludes e pediu apoios urgentes para os viticultores, independentemente do município.
Um homem, de 34 anos, morreu hoje no hospital Amadora-Sintra, depois de ter dado entrada durante a madrugada com ferimentos de arma de fogo, juntamente com um jovem de 16 anos, após confrontos na Cova da Moura.
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) avançou este sábado ter participados mais de 100 mil sinistros, metade dos quais comunicados na ultima semana, referindo que desde a primeira hora as seguradoras estão no terreno das zonas afetadas.
A situação de calamidade decretada pelo Governo a 29 de janeiro nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, e duas vezes prolongadas após novas tempestades, termina hoje, bem como a isenção das interrupções.
A Proteção Civil registou hoje, até às 18h00, 377 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa que está a afetar o território de Portugal continental.
As urnas nas 20 freguesias e secções de voto onde a votação da segunda volta das eleições presidenciais foi adiada para hoje abrirem todos sem problemas, disse à agência Lusa fonte da Comissão Nacional de Eleições (CNE).