Conselho da UE dá ‘luz verde’ ao orçamento europeu para 2024

O Conselho da União Europeia (UE) deu hoje 'luz verde' ao orçamento anual da União Europeia (UE) para 2024, com 189,4 mil milhões de euros em autorizações, para salvaguardar prioridades comunitárias e margem para "responder a circunstâncias imprevistas".

© D.R.

“O Conselho aprovou hoje o projeto comum sobre o orçamento geral da UE para 2024. O projeto comum foi acordado nas negociações com o Parlamento Europeu em 11 de novembro. O total das autorizações é fixado em 189.385,4 milhões de euros e o total dos pagamentos em 142.630,3 milhões de euros”, indica em comunicado a estrutura que junta os Estados-membros.

Citada pela nota, a secretária de Estado espanhola e negociadora principal do Conselho para o orçamento da UE para 2024, Esperanza Samblás, sublinha que este acordo permite à União “se concentrar nos domínios prioritários, mantendo simultaneamente uma margem financeira suficiente para responder a circunstâncias imprevistas”.

“Assegura igualmente uma abordagem realista, tendo em conta o atual contexto económico e geopolítico, os interesses dos contribuintes e a necessidade de fazer face aos novos desafios que poderão surgir em 2024”, adianta Esperanza Samblás.

De acordo com o Conselho da UE, estão ainda disponíveis 360 milhões de euros ao abrigo dos limites máximos de despesas do atual quadro financeiro plurianual para 2021-2027, para que a UE possa “reagir a necessidades imprevisíveis”.

“O orçamento do próximo ano reflete fortemente as principais prioridades da UE, incluindo a recuperação económica e as transições ecológica e digital, e reage ao difícil contexto geopolítico atual”, conclui o organismo.

Enquanto as autorizações são promessas juridicamente vinculativas de gastar dinheiro em atividades que são executadas ao longo de vários anos, os pagamentos cobrem as despesas decorrentes das autorizações concedidas durante o ano em curso ou nos anos anteriores.

Falta agora o aval final do Parlamento Europeu.

Este é o quarto orçamento anual no âmbito do orçamento de longo prazo da UE, o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e é complementado pelas verbas do Fundo de Recuperação pós-crise da covid-19.

 

Últimas de Economia

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.
Produzir em Portugal custa mais caro logo à partida. Os agricultores nacionais enfrentam um encargo adicional de quase 120 milhões de euros em combustível face aos concorrentes espanhóis, mesmo depois dos apoios públicos.
Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.