Acionistas da Corticeira Amorim aprovam distribuição de quase 12 ME em dividendos

Os acionistas da Corticeira Amorim aprovaram hoje, em assembleia-geral extraordinária, o balanço intercalar da sociedade até setembro e a distribuição de um dividendo bruto de nove cêntimos por ação, num total de 11,97 milhões de euros.

©D.R.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a corticeira de Mozelos, Santa Maria da Feira, informa ter sido “aprovado, por unanimidade, o balanço intercalar individual da sociedade, reportado a 30 de setembro de 2023”, período em que o lucro da Corticeira Amorim aumentou 4,4% para 67,0 milhões de euros, em termos homólogos, apesar da quebra de 3,4% nas vendas.

Também aprovada por unanimidade foi a proposta de distribuição parcial de reservas distribuíveis no montante de 11,97 milhões de euros, equivalente ao valor bruto de 0,09 euros (nove cêntimos) por ação, a distribuir pelos acionistas, “na proporção das suas participações”, a partir do dia 20 de dezembro.

A este valor corresponde um dividendo líquido de 0,0648 euros por ação no caso de pessoas singulares e de 0,0675 euros no caso de pessoas coletivas.

Para esta proposta, o Conselho de Administração da corticeira teve em consideração que, em 30 de setembro, o balanço individual da sociedade apresentava cerca de 113,8 milhões de euros de reservas distribuíveis e reservas legais no montante de 26,6 milhões de euros.

“O sólido crescimento da atividade e os bons resultados registados ao longo dos últimos exercícios vêm permitindo à Corticeira Amorim gerar `cash-flows` crescentes, sendo assim possível efetuar uma distribuição de `reservas`” aos acionistas “sem colocar em causa a manutenção de uma eficiente e equilibrada estrutura de capitais do grupo Corticeira Amorim”, justifica a empresa na convocatória para a reunião magna de hoje.

Segundo se lê no comunicado enviado hoje à CMVM, “o pagamento dos dividendos processar-se-á através da Central de Valores Mobiliários, sendo agente pagador o Banco BPI, S.A.”.

“Os senhores acionistas que não tenham ainda procedido à conversão das suas ações tituladas em ações escriturais não poderão exercer o respetivo direito a dividendos até que efetuem a referida conversão, sendo tais dividendos pagos logo que efetuada a conversão”, informa.

Conforme acrescenta, “para efeitos de isenção, dispensa de retenção na fonte ou redução da taxa de retenção na fonte de IRS ou de IRC”, os acionistas “deverão fazer prova dos factos de que dependem as referidas exceções, até ao dia do início do pagamento dos dividendos, junto do intermediário em que se encontrem registadas as respetivas ações”.

Em termos consolidados, o lucro da Corticeira Amorim aumentou 4,4%, para 67,0 milhões de euros, nos primeiros nove meses deste ano face ao mesmo período de 2022, apesar da quebra de 3,4% nas vendas.

“Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, a Corticeira Amorim encerrou os primeiros nove meses de 2023 com um resultado líquido de 67,0 milhões de euros, um aumento de 4,4% face ao período homólogo”, lê-se num comunicado enviado a 02 de novembro à CMVM.

No período em causa, as vendas recuaram 3,4% em termos homólogos, para 763,2 milhões de euros.

Últimas de Economia

A Comissão Europeia aprovou hoje o oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 1,1 mil milhões de euros.
A ANA – Aeroportos de Portugal vai recorrer da multa que lhe foi aplicada pelo incumprimento do plano de ação do ruído do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, defendendo ter cumprido integralmente as obrigações previstas.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos, podendo intervir em caso de “risco de segurança grave”, decidiu hoje o Governo, preenchendo o “vazio legal” existente neste âmbito.
O Governo mandatou a CP - Comboios de Portugal para apresentar num prazo de 90 dias "uma proposta com os modelos concretos de subconcessões" a privados para os troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto, anunciou o ministro das Infraestruturas.
O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2025 com o seu melhor desempenho de sempre ao atingir mais de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas, revelou hoje a administração portuária.
A casa própria está cada vez mais fora do alcance dos portugueses. Estudo do Imovirtual mostra que são necessários, em média, quase 30 anos de rendas para comprar casa em Portugal.
A dívida pública de Portugal foi a sexta mais elevada da União Europeia (UE) no terceiro trimestre de 2025, ao atingir 97,6% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da média do euro de 88,5%, anunciou hoje o Eurostat.
O fisco exigiu às concessionárias de barragens 62 milhões de euros de IMI, mas o Estado só arrecadou 3% do valor, porque as restantes liquidações estão a ser contestadas em tribunal, afirmou hoje a diretora da instituição.
A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, contra 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) para 396 euros, anunciou hoje o INE.
A bolsa de Lisboa esteve entre as que mais perderam hoje, com uma queda de 1,14% para 8.463,77 pontos, tendo a Mota-Engil recuado quase 5%, acompanhando a tendência das principais praças europeias.