Novo instrumento entra em vigor na UE para combater coerção económica e proteger comércio

Um novo instrumento anti-coerção económica entra hoje em vigor na União Europeia (UE) com vista a dotar o bloco comunitário de meios para combater as ameaças económicas e as restrições comerciais desleais de países terceiros, como a China.

© D.R.

Em comunicado, o executivo comunitário dá conta da entrada em vigor deste novo mecanismo, salientando que o objetivo é a UE “reagir à coação económica, defendendo assim melhor os seus interesses e os dos seus Estados-membros na cena mundial”.

“O instrumento anti-coerção destina-se, em primeiro lugar e acima de tudo, a funcionar como um elemento dissuasor da coerção económica. Nos casos em que a coerção ainda se verifica, o instrumento proporciona uma estrutura que permite reagir de forma bem calibrada para pôr termo à coerção”, salienta Bruxelas.

Para responder a estas situações, podem ser adotadas contramedidas como a “imposição de direitos aduaneiros, restrições ao comércio de serviços e aos aspetos dos direitos de propriedade intelectual relacionados com o comércio, bem como restrições ao acesso ao investimento direto estrangeiro e aos contratos públicos”, elenca a instituição.

Em causa está um regulamento, em vigor a partir de hoje, que cria um quadro jurídico para dar resposta à coação e define os meios para a UE investigar e tomar decisões, incluindo prazos e procedimentos para que as partes interessadas afetadas pela coação contactem a Comissão Europeia e realizem uma consulta às partes interessadas antes de tomarem contramedidas.

Previsto está ainda um quadro para a UE solicitar a um país terceiro que repare o dano causado pela sua coerção económica.

Com o bloco comunitário a ser alvo de pressões económicas deliberadas nos últimos anos, o executivo comunitário propôs este novo instrumento em 2021 no âmbito da sua nova estratégia comercial.

A coerção económica regista-se quando um país terceiro tenta pressionar a UE ou um Estado-membro a fazer uma determinada escolha, aplicando, ou ameaçando aplicar, medidas que afetam o comércio ou o investimento.

O objetivo do instrumento anti-coerção é atuar como dissuasor e permitir ao bloco comunitário resolver conflitos comerciais através de negociações, estando porém previstas contramedidas contra um país não pertencente à UE, como restrições relacionadas com o comércio, investimento e financiamento.

Um exemplo desta realidade registou-se com as restrições comerciais que a China impôs à Lituânia depois de Vílnius anunciar em junho de 2021 uma melhoria das suas relações comerciais com Taiwan.

Últimas de Economia

Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.
O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.
As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).
A taxa de desemprego aumentou, em novembro de 2025, para os 6,3% na zona euro e os 6,0% na União Europeia (UE), face aos, respetivamente, 6,2% e 5,8% do mesmo mês de 2024, divulga hoje o Eurostat.
O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.
Apesar de milhares de jovens terem recorrido à garantia pública para comprar casa, só um banco precisou de ativar o apoio do Estado desde o início da medida.