Menezes insta PR a proibir que Costa intervenha em cerimónias públicas

O antigo líder do PSD Luís Filipe Menezes apelou hoje ao Presidente da República para impedir que o primeiro-ministro intervenha em qualquer cerimónia pública, nomeadamente em inaugurações, até às eleições.

© D.R.

Em declarações aos jornalistas em Braga, no final de um Conselho Nacional do PSD, Menezes instou Marcelo Rebelo de Sousa a seguir o exemplo de Mário Soares, quando este, no dia a seguir ao congresso em que Fernando Nogueira foi eleito líder do PSD, “exigiu” que o então primeiro-ministro, Cavaco Silva, não interviesse em nenhuma cerimónia pública.

“É isso que eu espero do professor Marcelo Rebelo de Sousa, que diga rapidamente isso ao Partido Socialista e ao doutor António Costa”, vincou Menezes.

Para o antigo líder do PSD, “António Costa nunca fez tanta campanha eleitoral como agora”.

Em relação às legislativas de 10 de março, Luís Filipe Menezes disse ter a “certeza absoluta” de que “o que vai sair é, uma primeira vez em 20 anos, uma derrota da esquerda nas eleições”.

“Os partidos não socialistas vão ter maioria nestas eleições. Portanto, é bom que o Presidente da República se prepare para isso. Esta coisa da geringonça acabou”, afirmou.

Para Menezes, o PSD deve apostar em propostas disruptivas, “que fazem a diferença e que, em larga medida, levam algum eleitorado para o Chega”.

Em relação à coligação pré-eleitoral entre PSD, CDS-PP e Chega, disse que não tem “rigorosamente nada contra”, advogando mesmo que “traz vantagens”.

Na sua opinião, o CDS “vai ajudar a que a Iniciativa Liberal definhe”, com o consequente crescimento da coligação.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”