Ordem dos Enfermeiros responsabiliza Direção Executiva do SNS por caos nas urgências

A Ordem dos Enfermeiros (OE) responsabilizou hoje a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo aumento da mortalidade e pela "situação caótica" vivida atualmente nas urgências e internamentos nos hospitais do país.

© Facebook da Ordem dos Enfermeiros

A OE crítica em comunicado a decisão de permitir a vacinação nas farmácias, afirmando que esta estratégia teve um “impacto negativo na saúde da população, como se pode verificar nos indicadores relativos à taxa de mortalidade por gripe, que aumentou 21% em comparação com o período homólogo”.

“Desde o primeiro momento que a OE se opôs à decisão de permitir a vacinação nas farmácias e considera que esta opção levou à diminuição da taxa de cobertura vacinal que se encontra abaixo dos valores registados em anos anteriores”, salienta.

Recorda os dados do último boletim do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, segundo os quais o vírus da Gripe A é responsável por 96% dos casos de gripe que dão entrada nos vários serviços de saúde, sendo que a maioria dos doentes internados não está vacinado.

A Ordem dos Enfermeiros reitera que a estratégia de vacinação deve continuar centralizada nos cuidados de saúde primários, a cargo dos enfermeiros de família, realçando que a mudança de estratégia da vacinação custou cerca de 12 milhões de euros e teve “impacto negativo na saúde da população”.

A Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem Comunitária da OE lembra que “a vacinação é uma das estratégias mais poderosas de prevenção da doença” e alerta para o facto de “a taxa de imunização ser a pior dos últimos 5 anos”.

Para a Ordem dos Enfermeiros, a prioridade do Governo deve passar pelo “reforço dos recursos dos cuidados de saúde primários em vez de canalizar verbas para empresas privadas sem competência para garantir condições adequadas à administração de vacinas”.

Últimas do País

A ação humana continua a ser a causa preponderante e preocupante nos incêndios rurais na Região de Leiria, disse à agência Lusa o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil, Carlos Guerra.
A pensão média de velhice em Portugal não chega para pagar metade da mensalidade de um lar. Com preços médios de 1.717 euros por mês e falta de vagas comparticipadas, milhares de famílias enfrentam dificuldades para assegurar cuidados aos mais velhos.
Um esquema de manipulação de processos de insolvência terá permitido obter 9,5 milhões de euros, segundo noticia o Jornal de Notícias. O caso levanta suspeitas sobre a utilização dos mecanismos judiciais destinados a resolver situações de falência para alcançar benefícios financeiros indevidos.
Mais de metade dos participantes num barómetro da Intercampus considera que Marcelo Rebelo de Sousa teve influência indevida no caso das gémeas luso-brasileiras tratadas no Hospital de Santa Maria. Apenas 26,7% rejeitam essa possibilidade, enquanto 18,9% não manifestam opinião.
Dois movimentos brasileiros de orientação comunista revolucionária, associados à extrema-esquerda, estão sob vigilância da Polícia Judiciária (PJ) e do Serviço de Informações de Segurança (SIS). A Unidade Popular pelo Socialismo e o Movimento Olga Benário despertaram a atenção das autoridades devido à sua presença nos protestos pela habitação.
O presidente do CHEGA acusa grupos de extrema-esquerda de se infiltrarem nas manifestações pela habitação para provocar confrontos com a polícia. Ventura defende a atuação das forças de segurança e exige medidas urgentes no Orçamento do Estado, rejeitando reuniões políticas sem soluções concretas.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou que mais de 60 ambulâncias do INEM estão em oficinas sem ordem de reparação, suspeitando que o instituto pretende substituí-las por viaturas ligeiras.
Portugal registou 2.767 acidentes rodoviários e 13 vítimas mortais entre 13 e 19 de outubro, mais oito mortes do que no mesmo período de 2025. Durante a campanha 'Viaje sem Pressa', a GNR e a PSP fiscalizaram mais de 5,4 milhões de veículos e detetaram 12.994 infrações por excesso de velocidade.
O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.
O património imobiliário do PCP está avaliado em cerca de 14,5 milhões de euros, segundo dados divulgados, que identificam mais de 300 prédios associados ao partido. Entre compras, vendas e permutas, destaca-se um negócio em Aveiro que envolve um imóvel adquirido por 350 mil euros e uma permuta por cinco frações avaliadas em 800 mil euros, operação que foi alvo de investigação do Ministério Público.