Henrique de Freitas acusa PSD de “insultar a diplomacia”

O ex-governante Henrique de Freitas, que deixou o PSD em 2023 e aderiu ao CHEGA, acusou o secretário-geral social-democrata, Hugo Soares, de insultar a diplomacia ao confundir o seu antigo cargo na NATO com uma nomeação socialista.

© D.R.

“Não se pode pedir mais ao Hugo Soares. Confundir o meu cargo de representação de Portugal na NATO com nomeação socialista só o desqualifica. A frase dele é um insulto à diplomacia portuguesa”, sustentou Henrique de Freitas, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

Henrique de Freiras foi conselheiro diplomático da embaixada de Portugal junto da NATO, em 2010, cargo que exerceu até ao ano seguinte.

Depois de ter sido apresentado como um ex-governante social-democrata que foi captado pelo CHEGA, Henrique de Freitas foi criticado pelo secretário-geral do PSD por ter sido nomeado pelo governo socialista de José Sócrates, antes de transitar para o partido de André Ventura.

Refutando que haja algum dirigente social-democrata que tenha “debandado” para o CHEGA, Hugo Soares alegou que Henrique de Freitas “não veio do PSD para o CHEGA”.

Segundo o secretário-geral do PSD, Henrique de Freitas “foi nomeado por um Governo do engenheiro Sócrates para um cargo europeu, foi apoiante de Manuel Alegre às presidenciais”.

“Perguntem ao doutor André Ventura no final deste congresso se ele está confortável em ter como candidato a deputado alguém que o engenheiro Sócrates nomeou”, criticou ainda o ex-líder parlamentar social-democrata, numa referência ao ex-secretário de Estado Henrique de Freitas.

No governo de Durão Barroso, entre 2002 e 2004, Henrique de Freitas foi secretário de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA reclamou hoje uma "grande vitória" na revisão constitucional e considerou haver condições para alterar a Lei Fundamental, após o acordo com o PSD que estima a conclusão do processo até ao final da próxima sessão legislativa.
O CHEGA vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo para legislar por decreto sobre a criação da Prestação Social Única, anunciou o líder do partido, defendendo uma "discussão aprofundada" no parlamento sobre este tema.
O CHEGA recebeu ‘luz verde’ para levar a plenário o seu requerimento para ser reapreciado o decreto que cria a pena acessória de perda da nacionalidade, diploma chumbado pelo Tribunal Constitucional.
O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.