Sindicato de magistrados diz que escolha de PGR deve ser mais transparente

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) defendeu hoje que a escolha do Procurador-Geral da República (PGR) devia resultar de um procedimento mais transparente, mais democrático e menos sigiloso.

© Facebook de Adão Carvalho

“É um processo sigiloso em que só se sabe a posteriori, após a nomeação do PGR pelo Presidente da República. Vivemos tempos que exigem que esse processo seja mais transparente”, disse Adão Carvalho na Conferência “Estados Gerais de Justiça”, organizada pelo Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados,

Adão Carvalho lembrou que “este ano é o ano da escolha do PGR” (que irá substituir Lucília Gago) e disse não perceber o secretismo à volta da nomeação da figura cimeira do Ministério Público (MP).

O presidente do SMMP esclareceu que não está a propor a alteração do sistema de nomeação do PGR, mas a alertar que esse processo “não precisa de ser tão sigiloso” e devia ser mais transparente e democrático.

Tendo em conta que essa nomeação vai decorrer no final deste ano, o presidente do SMMP considerou que seria importante para os cidadãos e para o próprio MP “saber quais são as opções” e o projeto que o futuro PGR trará aquela magistratura.

Questionado pelos jornalistas, Adão Carvalho comentou que tal mudança ajudaria quer os magistrados, quer os cidadãos, a compreender “porque é que é escolhida determinada pessoa” para o cargo de PGR, permitindo “saber aquilo que essa pessoa traz ao MP”.

O presidente do SMMP vincou que a posição assumida “não é por causa da atual PGR”, justificando que, “com as críticas que têm vindo a público e a hipótese já levantada de até haver exoneração da atual PGR, isso leva a exigir que o processo de indicação (do PGR) seja mais transparente”.

Adão Carvalho salientou ainda que o PGR tem poderes instituídos na lei que permitem uma intervenção que assegure uma resposta do MP “mais eficaz, célere, organizada e articulada”.

Esses poderes, disse, permitem “organizar melhor a forma como a investigação é conduzida”, criando, por exemplo, mais meios, equipas mistas de investigação, chamar órgãos de policia criminal a coadjuvar o MP em determinadas investigações, para que estas sejam mais “eficazes, céleres e consistentes”.

Para o presidente do SMMP, o PGR tem vários “poderes instituídos pela lei” para melhorar a atuação do MP e não precisa de ser a “Rainha de Inglaterra”, aludindo à imagem utilizada pelo antigo PGR Pinto Monteiro para se queixar da sua falta de poderes.

Últimas do País

Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).
Quinze concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Guarda e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê temperaturas acima dos 30 graus no interior do país.
A PSP deteve 38 pessoas e registou 2.303 crimes relacionados com furtos no interior de residências no primeiro semestre deste ano, uma diminuição comparativamente ao período homólogo de 2025, segundo dados divulgados hoje pela força de segurança.
André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.
Um homem de 60 anos foi detido na região de Lisboa por ser suspeito dos crimes de violência doméstica, violação, lenocínio e devassa da vida privada, ficando sob vigilância eletrónica, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Duas pessoas morreram hoje e quatro ficaram feridas na sequência de uma colisão entre três viaturas ligeiras na Avenida da Índia, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da PSP.
O presidente do CHEGA apelou esta sexta-feira ao ministro da Administração Interna para que se demita e saia "pelo seu próprio pé", e pediu "autoridade política" ao primeiro-ministro tendo em conta as "suspeitas graves" que considera haver sobre Luís Neves.