Ventura quer “recuperar a autoridade da polícia” com armas “para usar quando é preciso”

O presidente do CHEGA propôs-se hoje "recuperar a autoridade" das forças de segurança, defendendo que "as armas são para usar quando é preciso", e voltou a comprometer-se com a equiparação do subsídio atribuído à Polícia Judiciária.

© Folha Nacional

O líder do CHEGA discursava num almoço/comício em Lamego, distrito de Viseu, durante o qual aproveitou a localização do Centro de Tropas de Operações Especiais naquele concelho para dar o mote da sua intervenção.

André Ventura alegou que as “polícias perderam autoridade e capacidade de agir”.

“Hoje temos polícias com medo de usar as armas, medo de intervir quando estão em assaltos, quando estão a tentar parar rixas. Temos polícias que têm medo de agir porque sabem que o prejudicado ao fim do dia não vai ser o bandido, vai ser o polícia, com processos disciplinares, com perseguições e etc”, acrescentou.

“Eu vou empenhar-me a fundo na recuperação da autoridade das polícias. Precisam de andar na rua de cabeça erguida, de não ter medo de agir, de ir atrás de criminosos e, se for preciso, usar a arma, porque as armas são para se usar quando é preciso. E num estado de direito usar a arma tem de ser quando é preciso para impedir que um crime aconteça”, afirmou, sem especificar, no entanto, como será feito.

Uma das medidas do programa eleitoral do CHEGA passa por “rever o regulamento de uso da força e de recurso ao uso da arma de fogo”, mas não explica em que sentido.

“Nós precisamos de um compromisso no próximo governo com polícias, militares e bombeiros. Estes homens e mulheres que vestem a farda para nos servir merecem o nosso compromisso de que absolutamente nenhum ficará sem autoridade e sem subsídio de risco na próxima legislatura”, afirmou o presidente do CHEGA no discurso perante cerca de 130 pessoas.

André Ventura precisou que este compromisso seria “de dignificação, um compromisso vinculativo em como estes setores nunca mais poderão ser destruídos, abandonados, prejudicados e humilhados pelo Estado, pelos sucessivos governos”.

Ao argumentar que se tal não for feito, o país corre o risco de “a breve trecho” ficar sem “Forças Armadas, sem forças policias e sem bombeiros”, Ventura defendeu que este é “o país que a esquerda sem sonho, da anarquia saudável, em que não há lei nem há rei”.

Sustentando que “nos últimos anos militares e polícias perderam 23% de poder de compra” e que “as carreiras não são atrativas”, o presidente do CHEGA salientou que “Portugal não pode prescindir de militares, polícias e bombeiros motivados, satisfeitos e dignificados na sua profissão”.

Ventura acusou o governo de ser aquele “que pior tem tratado” estes setores porque “não gosta daqueles que usam farda”.

“O que fizeram à polícia este ano é um sinal bem claro do valor que eles lhe dão. Isto foi feito propositadamente para humilhar, para tirar dignidade, para ofender as forças policiais de quem eles não gostam”, criticou.

E voltou a prometer “equiparar o suplemento dado à Polícia Judiciária a todas as forças de segurança e aos guardas prisionais”, referindo ser “uma questão de justiça”.

“Não concebo um país em que profissões que estão sentadas em escritórios têm direito a subsídio de risco e polícias, bombeiros e militares não têm, é o país a dizer que não valem nada”, afirmou.

O Ministério da Administração Interna apontou que esta medida teria um custo de 154 milhões de euros.

 

Últimas de Política Nacional

Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.
Uma contratação feita pela Câmara Municipal de Abrantes, atualmente liderada pelo PS, está a gerar polémica e a levantar dúvidas sobre critérios de escolha. Em causa está a contratação de uma banda praticamente desconhecida para atuar como cabeça de cartaz nas festas da cidade, cujo membro pertence à concelhia dos socialistas.
O líder do CHEGA indicou hoje que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.
O Parlamento rejeitou esta sexta-feira as propostas do CHEGA para reforçar proteção e compensação de profissionais expostos diariamente à violência.
O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.