Taxa de juro dos novos créditos à habitação cai em fevereiro pelo 5.º mês consecutivo

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação baixou pelo quinto mês consecutivo em fevereiro, para 3,91%, ainda que continue acima dos valores homólogos, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

 

Dados do supervisor bancário hoje divulgados no portal BPStat apontam que a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação passou de 3,51% em fevereiro de 2023 para um máximo de 4,27% em setembro de 2023.

Desde então este valor tem vindo a descer e atingiu em fevereiro 3,91%, contra 4,05% em janeiro.

Por tipo de negociação, a taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação caiu 0,09 pontos percentuais face a janeiro, para 3,72%, aproximando-se dos homólogos 3,64%.

Por sua vez, a taxa de juro média dos contratos renegociados foi de 4,23%, que compara com 4,43% em janeiro deste ano e 3,32% em termos homólogos.

Em fevereiro, a taxa mista reforçou a posição de principal modalidade dos novos créditos à habitação, representando 72,2% do total, subindo face aos 69,4% do mês anterior e 23,8% há um ano.

Por sua vez, a predominância da taxa variável baixou para 24% (26,2% em janeiro e 71,3% em fevereiro de 2023) e a da taxa fixa recuou para 3,8% (4,4% em janeiro e 4,9% em fevereiro de 2023).

Em fevereiro, a prestação média mensal foi de 426 euros, representando um aumento de 76 euros face ao mesmo mês de 2023, mas mantendo-se face a janeiro.

Os dados hoje divulgados pelo regulador bancário acrescentam que a Euribor a seis meses reforçou, em março, a sua fatia no ‘stock’ de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, cuja liderança ganhou em janeiro.

Em fevereiro, a Euribor a seis meses representou 36,6% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável, seguindo-se a Euribor a 12 (34,7%) e a Euribor a três meses (24,6%).

Quanto às amortizações antecipadas de crédito à habitação, estas representaram em fevereiro 0,91% do ‘stock’, depois de os 1,29% de janeiro terem sido “o segundo mais elevado desde o início da série estatística, em dezembro de 2021”.

Últimas de Economia

O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.